Acredito que, como eu, a maioria de vocês devem ter ficado indignad@s com a escomunhão, pelo Arcebispo de Olinda e Recife, da equipe médica, do Ministro Temporão e da mãe e familiares da menina pernambucana, que ficou grávida em virtude de abuso sexual perpetrado por seu padastro (que não foi excomungado!!!), e teve sua gravidez interrompida por ter sido fruto de um estupro, e também porque levar tal gravidez adiante trazia para a mesma risco de morte, ou, no mínimo, de graves (talvez irreparáveis) danos à sua saúde física e mental.
Maturei minha indignação durante toda a semana passada, e na sexta-feira, noite anterior ao Luluzinha Camp, que aconteceu aqui na Cozinha da Matilde, resolvi fazer um pouco mais que apenas me indignar e lançar uma pequena Campanha de Solidariedade à menina, sua mãe, familiares, ao Ministro e à equipe médica que realizou o aborto legal.
O que proponho é que todas as pessoas que também se indignaram com a postura da Igreja Católica neste caso, encaminhem como eu fiz, ao Pe. José Luiz Majella Delgado, Subsecretário Adjunto Geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (subsecgeral@cnbb.org.br), uma carta solicitando sua própria excomunhão em solidariedade a todas as pessoas que foram excomungadas no episódio por Dom José Cardoso Sobrinho, Arcebispo de Olinda e Recife.
Um gesto simples, apenas para dar voz pública à nossa idignação, e mandar uma mensagem de solidariedade a quem cumpriu com seu dever de mãe, de profissional da saúde, mas sobretudo, de ser humano.
Para saber mais sobre o caso, leia matérias veiculadas na mídia sobre o caso: Globo, Globo 2, Folha de São Paulo,













