Bruschettas

Vai chegando o inverno e a gente só pensa em comida quentinha, aconchegante. E dá-lhe mil sopas, cremes, caldinhos… e falou em sopa a gente logo pensa em um pãozinho prá acompanhar. E foi justamente pensando em sopas e pães que resolvi fotografar algumas das bruschettas que gosto de fazer aqui pro blog.

E eu adoro bruschettas! Além de deliciosas, são super versáteis, com mil possibilidades de cobertura. São uma maneira bacana de aproveitar os pães que sobraram do dia anterior, já que não precisam ser feitas com pão fresco (em especial naqueles dias em que a gente faz jantar pros amigos e sobra um monte de pão). Também são muito fáceis de fazer, jogo rápido, pá-pum! Não por acaso, estão sempre entre os preparos mais queridinhos dos cursos Comida Sem Stress que faço por aqui.

Tenhas várias em meu repertório. Desde as mais simples apenas com tomate, azeite e manjericão, a outras invencionices (grande parte delas resultado de raspas e restos) como a de ervilhas tortas com linguiça apimentada que meu amigo Oscar Oliveira adora ou uma outra que faço com presunto de parma e pêras e por aí vai… tudo depende da criatividade do freguês.

Inspire-se e solte a sua imaginação. A temporada de bruschettas está só começando!

Essas duas receitas aqui vira e mexe dão o ar da graça em casa. A primeira, com mozarelas de búfala e pimenta, receita original do Jamie Oliver em que eu acrescentei raspas de cítricos, e a outra com figos, coalhada seca e redução de balsâmico, uma delícia de combinação da doçura dos figos com o azedinho da coalhada seca.

1- Bruschetta de figo com coalhada seca e redução de balsâmico

Ingredientes – 2 porções

  • 2 fatias de pão italiano (ou pão português que também fica muito bom);
  • 2 figos cortados em gomos;
  • 2 colheres (sobremesa) de coalhada seca;
  • 2 colheres (chá) de redução de balsâmico;
  • folhas de hortelã;
  • azeite;
  • pimenta do reino moída na hora e flor de sal;

Modo de fazer

Aqueça uma chapa de ferro ou frigideira antiaderente e doure as fatias de pão. Não use nem manteiga nem óleo, só o pão direto na chapa.

Sobre cada fatia disponha os figo, uma colher de coalhada seca e as folhas de hortelã. Regue com azeite e a redução de balsâmico. Polvilhe com flor de sal e pimenta moída na hora.

2- Bruchetta de mozarela de búfala com pimenta, manjericão e raspas de cítricos

Ingredientes – 2 porções

  • 2 fatias de pão italiano (ou pão português que também fica muito bom);
  • 2 mozarelas de búfala médias abertas com a mão;
  • 1/2 dente de alho;
  • folhinhas de manjericão
  • 1 pimenta dedo-de-moça sem semente fatiada finamente;
  • raspas de laranja e limão siciliano;
  • azeite
  • Flor de sal e pimenta do reino moída na hora;

Modo de fazer

Doure o pão da mesma maneira que na bruschetta de figos. Esfregue cada fatia com o dente de alho;

Disponha a mozarela e as folhinhas de manjericão sobre o pão. Polvilhe com a dedo-de-moça e as raspas de cítricos.

Regue com azeite e dê o toque final com a flor de sal e a pimenta moída na hora.

Harmoniza com… por Marcelo Pedro No Copo e por Marina Novaes Na Pick’up

 

Para compensar a leveza e sutileza das bruschettas do post de hoje, vamos harmonizá-las com vinhos para tornar esta uma refeição mais aconchegante. Afinal, estamos entrando no inverno, e nada melhor que comidas e bebidas que nos deixem confortáveis e quentinhos. Uma dica bastante interessante é que vinhos tintos mais encorpados e tânicos não combinam com queijos mais suaves, e muito menos com frutas. Se a fruta for muito doce, caso do figo, o vinho irá parecer amargo ou azedo.

Com esta informação na cabeça, poderíamos começar com espumantes brancos ou até mesmo rosés, como já conversamos alguns posts atrás. Mas para sair do óbvio, sugiro alguns varietais brancos, como o Pinot Grigio, que pode ser italiano, ou um original francês da Alsácia, o Pinot Gris. Claro que existem algumas boas opções de Pinot Grigio argentinos, que saem mais em conta, ainda mais agora com a subida do dólar, e consequentemente do preço dos vinhos importados da Europa. São vinhos bastante frescos e florais, mas não tanto quanto o Torrontés, o vinho branco mais detestado pela Léti. Combina tanto com a mozzarella, quanto com o figo e hortelã.

Mas já que falamos de inverno, porque não um vinho tinto? É possível, desde que seja um tinto menos encorpado que vai combinar principalmente com o figo e a redução de balsâmico, como um Sangiovese italiano da região da Toscana, um Pinot Noir (lembre-se que já falamos da dificuldade de encontrar bons Pinot Noir, com boa relação custo/benefício) californiano ou neozelândes, e para que não quer gastar muito, um Merlot. Aliás, a uva Merlot é muito fácil de harmonizar com os mais diversos pratos, e é responsável por arredondar e amaciar tintos mais encorpadões, com Cabernet Sauvignon e mesmo os brutos Tannats uruguaios, quase que tomáveis apenas acompanhando churrasco. E para melhorar, dizem os especialistas que a única variedade de tintos brasileiros realmente bons são os Merlot. Um Merlot que tomei e gostei muito foi o Tilia Merlot, argentino. Muito honesto, redondo e com preço por volta dos R$ 40,00. Salute!

Deixa eu te amar – Agepê

Lá por 1984, Antônio Gilson Porfírio, o Agepê lançou “Deixa eu te amar”. Tenho uma vaga lembrança dessa época, mas lembro que tocava em todos os lugares, o tempo todo.

Esses dias um amigo querido, o Rodrigo Pirituba, da incrível banda Farufyno (que merece um post), postou no Facebook esse hit. Não deu outra, fiquei ouvindo no repeat a tarde toda, dançando imaginariamente, até o Will chegar em casa e a gente dançar juntinho.

A música tem várias frases de efeito que ouvimos (e usamos): “Quero te pegar no colo, Te deitar no solo e te fazer mulher”, “Afagar teus cabelos molhados”, “Guardar em pote gotas de felicidade”, enfim… É uma versão muito mais romântica do Like a virgin da Madonna.

Aí, depois de comer essas bruschettas, tomando esse vinho delícia, deixe-se amar!