Caminho de Cora Coralina – como fazer o caminho

Pra quem está pensando em fazer o Caminho e nos perguntou sobre a melhor maneira de percorrê-lo, melhores épocas do ano e ainda se é possível fazer apenas trechos, seguem as nossas sugestões.

A pé ou de bicicleta?

Tudo depende do seu preparo físico.

O Caminho já é muito utilizado pelo pessoal do pedal na região, todos nossos amigos que fazem pedal conhecem e usam os trechos que relatamos e ano passado houve inclusive uma inauguração do Caminho com a Raiza Goulão campeã de Montain Bike, uma das melhores do mundo e que é de Piri.

O Caminho é, portanto, super amigável pra quem é da turma do pedal, um pouco mais desafiador pra quem vai a pé.

De bike é muito mais rápido, dura cerca de 5 dias, mas requer preparo especifico, em especial nos trechos da serra dos Pireneus, com muito sobe e desce cascalhado. Porém, a partir de Caxambu fica tranquilo para ir de bike, mesmo para quem, como nós, não tem expertise no pedal.

A pé a coisa pega um pouco pela distância, 300km ao todo e uma média de 20/25km diários de caminhada em um percurso que em sua maioria não é plano. Leva entre 12 e 13 dias para percorrer, é necessário um treinamento prévio e sempre pensar no calor e sol de Goiás durante o dia em qualquer época do ano. O que demanda ainda mais preparo.

Maneiras diferentes de fazer o Caminho de Cora

Se você não tem preparo físico ou tempo disponível para fazer o caminho inteiro de uma tacada só, ou mesmo para caminhar alguns trechos longos e mais difíceis, é possível vivenciar o Caminho de Cora de várias outras maneiras.

É possível andar ou pedalar apenas alguns trechos escolhidos previamente de acordo com o que você mais gosta.

Para quem está em Pirenópolis passando o fim de semana, o caminho segue o Rio das Almas em uma das trilhas que mais gostamos, dentro da cidade e com muitos lugares para banho. Também é possível ir de carro até o Refugio Avalon e dali andar o trecho que vai até as Andorinhas, passando pela trilha dos paredões.

Outra opção bacana é ir de carro até o Pico dos Pireneus e descer de lá até a cidade pelo Caminho, é passeio para um dia com muita cachoeira e cerrado incluídos.

Para quem não aguentar andar, vale um tour de carro pelas pequenas cidades e os povoados por onde passa o Caminho. É possível inclusive combinar refeições e pousos com os anfitriões. Dá pra almoçar no seu Quinzinho, na Jovelina, combinar de conhecer o sitio do Bismarque, encomendar uns defumados.

Pros festeiros de plantão uma maneira de fazer o Caminho é se jogar nas suas festas. O povo goiano é muito festeiro e cada localidade tem a sua festa principal, vale conferir o calendário e conhecer cada corrutela em seu dia de festa.

Também é possível fazer o caminho inteiro aos poucos, um trecho por fim de semana ou por mês e se divertir muito na empreitada, o que importa é conhecer, apoiar e valorizar esse importante caminho de resgate e valorização da cultura goiana.

Melhores épocas do ano para caminhar

Em abril, maio, junho e julho, época logo após as chuvas é o melhor período para ver as flores do cerrado e o clima é relativamente ameno, esfriando durante a noite.

Agosto e setembro é muito seco e muito quente, difícil de caminhar mas já se vê as floradas das frutíferas. Esse período é melhor para ir de bicicleta.

Outubro e começo de novembro já caíram as primeiras chuvas, acabou a seca e começam as frutas, especialmente o cajuzinho no começo de outubro. Foi por conta das frutas que escolhemos fazer o Caminho nesse período.

Novembro chove demais, o mês todo, o que complica por um lado, mas fica fresco pra caminhar se você não se incomoda de caminhar molhado.

Dezembro, janeiro e fevereiro em geral tem dias de sol e chuva no fim do dia o que é agradável, ainda é época de muitas frutas (pequi, mangaba, murici, gabiroba, goiaba) mas tem o problema de queda de raios em campo aberto.