Caminho de Cora Coralina – Pousos

Pousos

Além do percurso em si, o Caminho é um projeto de turismo de vivência e de base comunitária. Fazemos uma imersão no bioma e no modo de vida do interior goiano.

Os pousos, em sua maioria, são em casas e fazendas da comunidade, de pessoas que abrem suas portas e intimidade para receber os viajantes como se fossem de casa. Oferecem o que tem de melhor, cama limpa, muita comida, cachacinha, receitas de família, um dedo de prosa e se houver provocação por parte do convidado, até uma moda de viola.

Nas cidades maiores como Pirenópolis, São Francisco, Jaraguá também existe estrutura de hotéis e pousadas convencionais pra quem faz questão de um tipo de conforto mais padronizado.

Nós, que estamos no outro extremo e gostamos de vivenciar a vida local, optamos por ficar apenas nos rurais e nos pequenos povoados. Nos demais, voltamos pra dormir em nossa casa em  Pirenópolis, graças a ajuda dos amigos que nos resgatavam nesses locais e depois nos levavam no mesmo ponto no dia seguinte.

Nos povoados pequenos como Radiolândia (e mais adiante Palestina e São benedito, que ficam na segunda metade do caminho, mas que já conhecemos) os pousos são fruto do pequeno empreendorismo local, que está de olho nas oportunidades do caminho. É muito bacana ver o início desses negócios, a expectativa das pessoas e da comunidade. São todos negócios pequenos, familiares ou em cooperativa. Sabemos que daqui alguns anos é possível que muita coisa esteja padronizada, mas nesse momento tudo é muito simples e local. As mais puras hospitalidade e fartura goianas.

Importante – Para ficar em um pouso é preciso fazer uma reserva prévia, não é possível chegar de surpresa, é preciso confirmar a disponibilidade de lugares e em alguns casos fazer deposito prévio.

Além dos pousos que ficamos existem outras opções em todas as localidades, especialmente Pirenopolis e Corumbá. Todas essas opções,  você encontra nos destaques do perfil do Caminho de Cora no Instagram – @caminhodecoracoralina

Nessa primeira metade do Caminho, ficamos em 3 pousos, cada um com características diferentes dos demais. Ao final de cada descrição está o contato pra fazer reserva e valores.

São esses os pousos:

Casa do Bismarque – fica no segundo trecho, que vai do Salto do Corumbá até próximo ao Abade, onde fica o Sitio Lavrinhas, que é onde ele recebe os caminhantes.

A casa é linda, no meio do morro dos Pireneus, com um mirante ao lado e cachoeira privativa. Os dois quartos são confortáveis, com roupa de cama e banho. O banheiro é compartilhado.

O Bismarque espera a gente com os pães e os defumados que ele prepara ali mesmo (vale encomendar com antecedência um pouco mais para levar de lanche na trilha), uma cervejinha… rede na varanda e um sapo de estimação, o Raul, que aparece durante a noite para se banquetear com os insetos.

Nosso jantar foi uma panelinha de arroz com costelinha defumada, salada e mandioca cozida. Pra beber tinha uma água de mutamba deliciosa. De manha, o café foi com biscoito de queijo assado na hora.

Esse é o lugar pra vc perguntar e saber tudo sobre o Caminho de Cora e sobre a longa amizade que o Bismarque teve com o Paulo Brenant, historiador e parceiro de trilhas pelo sertão. Aliás, papo com o Bismarque é sempre um ótimo papo, aproveite.

Reservas

Diária – 150,00 por pessoa – pagamento mediante depósito prévio

(62) 99392.9282 – (61) 99975.7291 com Bismarque

Fazenda do seu Quinzinho em Caxambu – no quarto trecho, que vai de Pirenopolis até o Pouso, que fica a 4km do povoado de Caxambú.

É uma fazenda histórica, demarcada, como todas, por um frondoso Flamboyant na beira do pasto. A cozinha fica separada da casa e é linda, fica ao lado da bica d’água, que fica próxima ao galinheiro e a horta. O terreno tem muitas frutíferas, e como era época de jabuticaba nos fartamos direto do pé.

A casa é antiga e rústica, os quartos são com beliche ou camas de solteiro. Tem dois banheiros, um dentro da casa pra banho e o outro é a moda antiga, fica fora da casa e é de buraco, mas tanto um como o outro são extremamente limpos (encontramos com o seu Quinzinho recentemente e ele contou que já está construindo dois banheiros novos pra atender aos caminhantes). Alias, a limpeza de tudo impressiona, as panelas brilhando na cozinha, a varanda onde são servidas as refeições, o filtro de barro coberto.

A comida veio com tudo que tem direito, fomos recebidos com pão de queijo, enroladinho de queijo, frutas, rapadura. No jantar fomos de galinha caipira, costelinha de porco de lata, salada, arroz, feijão, cachacinha. De café da manhã teve um quibe delicioso feito de mandioca no lugar do trigo, mais pão e biscoito de queijo e queijo, tudo feito pela Cleusa e as filhas do casal, Roberta e Renata.

Seu Quinzinho é apaixonado por carro de boi, participa de varias comitivas, conhece tudo e todas na região. Tem muito causo pra contar. Peça uma cachacinha e um cigarro de fumo de rolo e embale na prosa.

Reservas

Diária – 80,00 por pessoa – pagamento direto em dinheiro

(62) 99276.4509 com Sr. Quinzinho

Pouso do Tiago em Radiolândia – no quinto trecho, que vai de Caxambu a Radiolândia.

O Tiago entra no grupo que resolveu empreender por conta do caminho. Ele já tinha um mercadinho na praça principal e resolveu reformar uma casa dos seus pais para receber hospedes. São pequenas suítes com cama box e ventilador, a reforma ainda está nova então ainda falta a parte de jardim, mas o quintal tem uma mangueira e redes na varanda.

As refeições são feitas na casa dos pais do Tiago que fica quase ao lado. E é a mãe dele, dona Jovelina quem cozinha. Comida deliciosa, bem caseira. Ela fez almoço e jantar pra gente (bife, carne com mandioca, salada, arroz, feijão, legumes e frutas pra acompanhar, no jantar frango assado), já que chegamos bem cedo nesse trecho, ainda em tempo de almoçar. Quando os caminhantes chegam mais tarde, ela prepara um lanche e depois o jantar.

No café da manha tinha bolo, biscoito, pão de queijo e pamonha frita, nos fartamos! E eles ainda dão uma pequena matula pros hospedes levarem para a caminhada/pedalada do dia.

Dona Jovelina, que adora jogar futebol e bate um bolão (chegou a ser chamada para um time profissional) é uma das cozinheiras responsáveis pela comida da Folia de Reis em janeiro, quando são servidos banquetes para o povo. Fica a dica, se for nessa época, vai pegar muita fartura. Tiago tem muitas dicas sobre o próximo trecho do Caminho, inclusive das fazendas onde é possível tomar um bom banho de riacho. Não deixe de falar com ele.

Reservas

Diária – 80,00 por pessoa – pagamento direto, passa cartão

(62) 99109.9611 com Tiago