Praianas: Camarões no azeite aromático e o Mercado de peixes de Bertioga

Quando vamos para o cafofo praiano nos fins de semana comuns costumamos ficar por lá mesmo. Evitamos usar o carro para não perder tempo em trânsito.

O máximo que nos deslocamos é uma caminhada ou pedalada até a praia vizinha. No geral, ficamos ali pelo vilarejo mesmo, e é também por ali que resolvemos nossas compras do que está faltando em casa e de peixes e frutos do mar, que sempre compramos fresquinhos na peixaria local.

Mas como estávamos de férias, aproveitamos os dias de semana para umas incursões pelas redondezas. Além de visitar várias praias, aproveitamos para conhecer o Mercado de Peixes de Bertioga que há muito tempo eu queria visitar e que minha amiga Tati Amendola sempre recomenda.

Foi uma ótima pedida, a começar pelo rolê por Bertioga, cheia de história (quem aqui leu aventuras de Hans Staden do Monteiro Lobato?). E o Mercado, muito bacana, pequeno, limpo com uma oferta de peixes e frutos do mar muito boa e preços excelentes.

As trilhas estavam lindas e é claro que me lembrei do Gus.  Sardinhas fresquíssimas foram parar na grelha e fizeram a alegria da galera servidas com farofa de farinha de pão. Os camarões rosa enormes foram feitos da maneira mais simples do mundo, cozidos rapidamente em azeite aromatizado.

Gostamos tanto que voltamos mais de uma vez, para repetir prato e passeio e aproveitar para entrar de praia em praia pelo caminho! Ah, as férias!

 

 

Ingredientes – 2 porções

  • 8 camarões rosa grandes, sem cabeça e limpo à moda paulista: a casca é mantida (eu amo a casca) e é feito um corte de fora a fora nela para retirar as vísceras.
  • 2 dentes de alho laminados
  • 1 pimenta dedo de moça inteira e mais uma laminada
  • 4 colheres de azeite
  • 1 colher de talos de salsinha finamente fatiados
  • raspas de meio limão tahiti + algumas gotas de suco
  • Folhas de salsinha inteiras para finalizar
  • sal e pimenta do reino moída na hora QB

Modo de fazer

Já disse, essa receita é muito, muito fácil. Quinze minutos e está pronta. Os camarões sempre ficam no ponto perfeito, suculentose macios. É ótima para fazer em fogões pequenos, lerdinhos como o do cafofo.

Salpique os camarões com algumas gotas de limão e as raspas. Reserve.

Em uma panela (de preferência de barro, mas pode ser uma comum mesmo) sue o alho e os talos de salsinha no azeite, já com uma pitada de sal. Junte as pimentas e deixe que soltem seus sabor no azeite.

Acrescente os camarões, tampe a panela e marque 1 minuto e meio no timer. Quando o alarme soar, vire os camarões, salpique com a salsinha e tampe novamente a panela, desta vez por dois minutos.

Ajuste o sal e polvilhe a panela com pimenta do reino moída na hora. Pronto!

Comemos com pão e com ele limpamos até a ultima gota do azeite picante e perfumado.  Se for comer com arroz branco, retire os camarões da panela e passe o arroz já pronto pelo azeite aromatizado… nem te conto como fica bom!

Bom apetite!

PS- As fotos deste post foram feitas pelo celular, seguindo a linha das receitas praianas com fotos mais simplinhas!

 Harmoniza com… por Marcelo Pedro (No copo) e Marina Novaes (Na Pick’up)

 

Cerveja Coruja Strix Extra

Confesso que não estou muito inspirado, claro que não é culpa do prato.

Os camarões que comemos na praia estavam sensacionais, tanto que repetimos mais de uma vez. Então, vou no arroz com feijão, ou seja, a boa e velha cerveja. Afinal, nada mais clássico do que cerveja e camarão na praia.

E minha sugestão é de uma cerveja que tomei no último feriado. É uma cerveja do Rio Grande do Sul,que achei no supermercado aqui da Vila, a cerveja Coruja Strix Extra. Trata-se da versão pasteurizada da cerveja Coruja extra viva, não pasteurizada, por isso pode-se comprá-la na prateleira do supermercado, mesmo estando bem longe de Teutonia-RS, onde fica a Cervejaria Coruja, formada em 2004 por dois arquitetos cervejeiros.

É do estilo Munich Helles e segue a lei de pureza alemã de 1516. Tem um bom teor alcoólico (6.5%), uma cor acobreada muito bonita, boa espuma e amargor bem equilibrado. Servida a 4oC tem aroma e sabor bem potentes e agradáveis. Apesar de poder ser servida mais fria, acho que assim perde muito da graça. Aqui o objetivo é complementar a refeição sólida, e não apenas refrescar, matar a sede ou ficar briaco.

Segundo a fabricante, é feita com 3 vezes mais malte que as cervejas comuns, aliás 100% malte de cevada. E o preço é legal, justo, pouco menor que as alemãs do mesmo estilo. Quando a Léti repetir o prato com os camarões que trouxemos de Bertioga, e que estão no freezer, vou tirar a prova dos nove!

A nossa!

Camarões e Eric Clapton

Eu digo que sou vegetariana, mas na verdade como peixe. Eu não ligo muito para eles nem para frutos do mar, mas ainda não larguei de comer os bichos de vez por conta do sashimi, ceviche e… do mercado de peixes de Bertioga!

Sou de Mogi, né? Mas além deste fato meu pai é motoqueiro de final de semana. Há uns anos ele comprou uma super moto e quando chega sábado ou domingo, acorda cedo, e vai tomar café da manhã no Frango Assado, na Carvalho Pinto, um point (inexplicável para mim, pq é só um posto de gasolina com uma lanchonete!!) de motoqueiros. Minha mãe quase sempre vai junto é super companheira, mas às vezes ele vai sozinho mesmo, e quando estou lá, fico sempre na expectativa dele me chamar!

Mas este ano, acho que ele quis variar um pouco, e aproveitando um dia em que todos estavam lá, inclusive que meu irmão que mora nos EUA, , minha mãe sugeriu dele ir até Bertioga buscar um peixe para o almoço de sábado. Ele voltou com camarões deliciosos e um cação fresquíssimo! No outro final de semana trouxe uma lagosta! No outro mais camarões. Em um outro, trouxe lulas. Enfim virou uma rotina deliciosa para todo mundo. No começo ele ia um pouco despreparado e a moto ficava cheirando peixe. Agora já tem a sacolinha térmica como companheira. E parece que já tem o Box preferido, que é o 13.

A música que escolhi para harmonizar tem quase o mesmo tempo de duração que o preparo dos camarões. E é uma homenagem ao meu pai, que curte um classic rock.

É Layla, do Eric Clapton, mas não a versão do Acústico (zzzzzzzzz), mas a de quando ele tinha a banda Derek and the Dominos.

A canção é sobre a mulher do então melhor amigo de George Harrison, Pattie Boyd. Eu ouvi dizer que Eric Clapton tocou a musica para a musa, e depois na mesma noite confessou ao George sua paixão. O casal continuou casado e os amigos continuaram melhores amigos. Eles se separaram em 1974 e Eric casou com Pattie só em 1979, com as bênçãos e presença de George. (hoje não estão mais casados).

Ela tem dois movimentos, e a parte que eu mais gosto (e acho genial) é a segunda, em que a guitarra e o piano se encontram e fazem uma dança incrível, cheia de emoção e poesia. Fico arrepiada com tanto amor. Encontrei na internet uma frase dela linda, falando sobre ele e esta música: “He’s such an incredible musician that he’s able to put his emotions into music in such a way that the audience can feel it instinctively. It goes right through you.”

Da próxima vez vou para Mogi na sexta, só para acordar cedo e poder ir para Bertioga na garupa!

Ah! nome Layla veio de uma história de amor da literatura árabe (Layla e Majnun)