Cozinha da Matilde

Recomendações da Casa

Postado em 26 de março de 2012 por Letícia Massula

As Recomendações dessa segunda são só de achados…

Na cabeceira

Guia Rio Botequim – Ed. Casa da Palavra

Amo o Rio de Janeiro. A explosão de verde e vida pulsando em cada esquina, o estilo de vida relax do carioca e é a claro, a baixa gastronomia que brilha nos botequins cariocas.

É fato: para conhecer o Rio, fundamental conhecer seus botequins. Junto com a praia,  são a sala de visitas do carioca. Mais ou menos a mesma relação que o inglês tem com o pub.

A cultura botequeira é tão arraigada no Rio, que tem sempre um boteco pertinho louco para ser descoberto e amado. Mas prá quem, como eu, é de fora, é complicado desvendar os códigos da cidade e saber quais são os melhores, aqueles onde a cariocada bate ponto. Porque, na boa, não rola pagar de turista e frequentar boteco prá inglês ver, né mesmo?

No nosso caso o Guia Rio Botequim foi um divisor de águas. Até ganharmos um exemplar dos amig@s Fabrício e Síndia (moradores da cidade maravilhosa e nosso pretexto para visitar a cidade), a gente tateava no escuro.

É um verdadeiro achado, com projeto gráfico lindo e edições anuais (o nosso é de 2010), cuja função é mapear os botecos da cidade maravilhosa. Está sub dividido em 1) bares estrelados, 2) localização e 3) caravanas (são 4: bolinho de bacalhau, empada, codorna e jiló). E classifica os estabelecimentos por adega, armazén e mercearia, restaurante popular, informal ou tradicional, bar, pé sujo e pé limpo.

Expandiu nossos horizontes e a cada visita nos aventuramos mais e mais pela cidade e seus botecos. Experimentamos a excepcional empada e o risoto do Salete na Tijuca, conferimos o trio amargoso (jiló, quiabo e maxixe) do Bar do Costa em Vila Isabel e também um dos melhores chips de jiló da cidade logo em frente, no Boêmios da Vila.

E ainda o Armazém Cardosão em Laranjeiras, outro boteco estrelado, situado em um cantinho muito especial, no morro, com cara de cidade do interior, pracinha no meio e vista para o Redentor… isso só prá começo de conversa.

Temos planos de um dia fazer a caravana do jiló completa, mas essa ocasião requer uma equipe de peso com direito a juntar tod@s @s amig@s cariocas no evento. Mas enquanto a caravana não rola vamos nos divertindo no boteco mais próximo!

Ah, e inglês também vê: o guia é bilingue! Coisa phyna!

Vale o clique

Ladybug Brasil – Blog da Lúcia Freitas

Já que o assunto são achados, nada mais justo e não era sem tempo falar da “achadora mór”, dona Lúcia Freitas, a Ladybug, aká Joanona.

A Lú é amiga do peito, irmã camarada e foi um dos presentes que a Cozinha da Matilde trouxe para a minha vida. Ela apareceu por aqui no primeiro evento fechado que eu fiz (até então só abria a casa nos almoços de domingo) e nunca mais foi embora.

Foi ela que me jogou no mundo dos blogs. Até então eu tinha o blog da cozinha, mas era tudo muito caseirinho, simplinho, sabe como é? Ela me ensinou e continua ensinando sempre o que é importante saber, já que é um ás no assunto e dá aulas sobre o tema.

No Ladybug, seu blog pessoal (também é ela que está por traz do Luluzinha Camp) entre inúmeras outras idéias, ela compartilha seus achados pela web (como um dia compartilhou a Cozinha da Matilde) e dicas sobre o uso da internet como meio de comunicação.

Com certeza um grande achado!

Outras Cozinhas

Bar do Luiz Fernandes

Esse final de semana foi mesmo de achados. Nos dedicamos a eles e no domingão tomamos o rumo da Zona Norte em busca de uma das melhores coxinhas de Sampa, em um dos botecos tradicionais do tradicional bairro do Mandaqui. O Bar do Luiz Fernandes de 1970.

Espaçoso, com mesinhas ocupando a calçada e os prédios vizinhos incorporados ao negócio, é um boteco clima bom. Basicamente frequentado pela galera local, o que confere um selo de autenticidade. Fica muito claro para quem chega que todo mundo ali se conhece e conhece os garçons. Que aliás dão um show de atendimento simpático e eficiente.

O carro chefe da casa, além da badalada coxinha - deliciosa, leve, com massa fininha, crocante, recheio abundante e bem temperado – são os bolinhos da Dona Idalina, esposa do Luiz Fernandes (e que dá plantão sorridente arás do balcão junto com o marido).

Com recheios super criativos e saborosos como berinjela com linguiça blumenau, de mandioquinha recheado com feijoada e couve, de carne moída com tomate seco e ovo de codorna… todos eles muito delicados, sequinhos e com a casquinha mais fininha que já vi. Prova irrefutável do talento de Dona Idalina.

Mas a graça mesmo eu achei foi do balcão de acepipes. Além da fartura – 60 acepipes diferentes para o freguês escolher – e da consultoria do Seu Luiz e Dona Idalina, que explicam o conteúdo de cada pratinho, o bacana é que depois de escolher e pesar sua porção, você  a recebe na mesa arrumadinha pelo Seu Luiz, que faz questão do agrado e arruma lindamente o pestico da frequesia. Food Stylist em pleno Mandaqui!

E prá ficar melhor ainda a história, o boteco está ao lado do Horto Florestal, um pretexto saudável para começar o dia e enfiar o pé na jaca sem culpa.

Eu me encantei e vou voltar várias vezes! Bora lá?


7 Comentários

  1. Denize disse:

    Ah, mas gostei demais dessas recomendações. Tô nas tchurma do jiló, tô também na dos coxinha e por favor, todo amô pra joaninha. ;o)

    • Letícia Massula disse:

      Ó só, Marinits (Marina Novaes), a super DJ, é quem comanda as pic’up da festa de aniversário do Bar do Luiz Fernandes, vai ser dia 19 de maio. Borá lá?

  2. Amei. Quero 1!!!!! Me inclui na caravana tb! =)

  3. [...] a atenção foi a comida… caímos de boca… delícias prá todos os gostos: além dos bolinhos de Dona Idalina, vedetes da noite, espetinho, sanduba de calabreza e de pernil, caldinhos, acepipes de balcão e [...]

Deixe seu comentário


2006-2012 Cozinha da Matilde

powered by wordpress | tema por claudia regina