Almôndegas recheadas com muçarela de búfala e raspinhas de laranja

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Já contei em outro post sobre as almôndegas da Vó Maria, que tinham o diferencial de serem cozidas direto no molho, sem fritar antes. Ficam muito mais leves e saudáveis, como ela fazia questão de frisar! Eu, assim como ela, também não sou muito por conta de frituras (nada a ver com calorias, uma questão de gosto mesmo) e adotei esse modo de fazer como oficial aqui em casa. Vira e mexe sai uma panelada para acompanhar massa fresca ou servir de petisco para comer com pão.

Há alguns anos dei uma alterada na receita original e acrescentei uma frescurinha aqui, outra ali e no fim acabei com duas versões, essa aqui com meus toques pessoais e a da minha avó, classicona, só com cebola, salsinha e pimenta. Gosto das duas. Mas sempre que faço a versão modificada arranco vários suspiros da galera, que se encanta com a pegada das raspinhas de laranja. Até meu irmão, que em geral é avesso a novidades, caiu de amores pela brincadeira!

Essas aqui fiz para um almoço com amigos. Servi com massa. O dia estava friozinho, foi perfeito!

receita

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Ingredientes

Outra diferença das almondegas da minha avó é que ela não colocava nada na massa além de carne e temperos. Muita gente costuma colocar farinha de pão ou de mandioca para dar liga, minha avó nunca usou nada assim, dava liga só com os temperos mesmo. Faço exatamente como ela.

Almondegas

  • 800 g de carne moída – eu usei fradinha, que é minha carne preferida para este tipo de preparo
  • 1 xícara de muçarela de búfala em cubinhos
  • 1 cebola média brunoise
  • 4 colheres de salsinha finamente fatiada
  • 2 pimentas dedo de moça sem semente brunoise (cubos mínimos)
  •  raspas de 1/2 laranja
  • sal e pimenta do reino a gosto

Molho

  •  3 latas de tomate pelado ou 2 kg de tomate maduro sem pele e sem sementes
  • 1 cebola média brunoise
  • 1/2  xícara de cenoura ralada ou brunoise
  • 1 talo de salsão brunoise
  • 4 dentes de alho brunoise
  • 3 colheres de sopa de talos de salsinha finamente fatiados
  • 4 colheres de azeite de oliva
  • sal e pimenta do reino à gosto

Modo de fazer

Molho

Sue a cebola e os talos de salsinha no azeite com uma pitada de sal. Acrescente o alho, deixe suar e então junte o salsão e a cenoura.

Quando o salsão e a cenoura mudarem de cor, acrescente os tomates, misture bem e deixe cozinhar com a panela destampada. Os tomates irão desmanchar (vc pode ajudar amassando com uma colher) e com a redução dos sucos você vai obter um suculento molho. Ajuste o sal. Reserve!

Almôndegas

Misture a carne com os temperos até obter uma massa homogênea. Ajuste o sal e a pimenta do reino.

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Comece a moldar as almôndegas. Abra uma pequena bola de massa no meio da mão, junte um cubinho de muçarela e então feche a massa, apertando levemente com os dedos para que não sobre espaço no meio. Forme uma bolinha.

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Junte as almôndegas diretamente ao molho. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por aproximadamente 25 minutos ou até que as bolinhas estejam cozidas.

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Sirva com pão, com massa ou mesmo com arroz e feijão!

Bom apetite!

Harmoniza com…

para beber

por
marcelo pedro

Este post é continuação da refeição que tivemos com a Telminha e o Gui, que começou com as berinjelas com hortelã.

E vou falar do vinho que tomamos para acompanhar o fettucine com as porpetinhas. Foi um Brunello di montalcino, vinho icônico da Toscana, feito com a uva sangiovese, a mesma uva com que se faz os tradicionais Chianti. Mas um Brunello não tem nada a ver com os Chianti, apesar de serem feitos com a mesma uva. Então, o que muda? São os cuidados e detalhes que fizeram o Brunello di Montalcino ser o primeiro vinho DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita), a resposta italiana às classificações francesas de bordeaux.

Basicamente, para ser um Brunello di Montalcino, ele deve seguir uma série de regras de qualidade, que incluem o terroir e o tempo de amadurecimento em barricas de carvalho e na garrafa antes de ser comercializado. Pelo menos 2 anos em barricas de carvalho eslavônicos (da Croácia, que deixam o vinho mais austero e menos amadeirado e com sabor de baunilha que o  carvalho francês)  e 4 meses na garrafa. A região de Montalcino é muita mais árida que as demais regiões toscanas produtoras da uva sangiovese, além de receber maior incidência de ventos marítimos, que contribuem para a complexidade dos Brunello.

São comparados aos Pinot Noir da Borgonha, por serem mais delicados que os tintos Barolo do Piemonte, por exemplo. Além disso têm ótima acidez, o que os torna vinhos ideais para harmonização com comida, principalmente massas com molhos encorpados, como os ragús, e as maravilhosas porpetinhas da Vó Maria. É um vinho que tomado só perde para outros grandes tintos, mas que junto à refeição são muito harmoniosos. E ainda por cima, têm grande potencial de guarda, de até 20 anos. Claro que sempre tem um mas…o preço!

No Brasil, os vinhos italianos chegam muito caros, principalmente se já estiverem no auge, com mais de 5, 6 anos de guarda, ou forem de safras muito famosas. Aí fica difícil. Então minha dica é a seguinte: procure uma importadora e peça por um vinho que tenha boa relação custo benefício. Geralmente de produtores menos famosos, ou ainda vinhos muito jovens (safras com menos de 3 anos), mas que daqui alguns anos vão estar ótimos.

Ou o que é melhor ainda: programe umas férias na Itália, e tome muito Brunello por lá, e traga algumas garrafas compradas diretamente dos produtores. Salute!


para ouvir

por
marina novaes

A receita das almôndegas recheadas com muçarela e raspinhas de laranja, além de deliciosa, combina o tradicional com o gosto da novidade. E esta duplinha antigo+novo, apetece muito o meu lado nostálgico e satisfaz a parte contemporânea.

Pensei nisso estes dias, ao assistir ao Lollapalooza. (Pela TV, claro, porque dei uma aposentada em shows grandes, já que sei que não vou me divertir 100%. Não porque estou velha, mas porque tem fila para comer, fila para ir num banheiro ruim, lama, preços extorsivos, etc etc etc.). Eu já estava sentindo um apreço pelo Alabama Shakes desde o ano passado, mas ao ver o show, eles entraram no meu coração mesmo. (outro bom motivo de não ter ido, é que se estivesse lá ia ficar dividida entre o Alabama Shakes e o Franz Ferdinand, que tocaram na mesma hora. Estilo “puta falta de sacanagem”).

A vocalista, Brittany Howard, tem alma soul e carisma transbordando. E o som que o quarteto faz é rock and roll cheio de blues, daqueles bem retro. Direto dos anos 60’s, mas com a cara de agora. Olha que companhia perfeita para as tradicionais almôndegas com o cítrico das raspinhas de laranja!

Ouça Hold On e Hang Loose. Bem alto: