Pão de queijo pra começar bem o ano!

E o fim de ano, como sempre, foi uma correria danada. Várias aulas, um pernil aqui, um bacalhau acolá, uma festa de réveillon no Pará para cozinhar e, quando me dei conta, 2012 se foi e não consegui postar nadica de nada aqui…

Daí que tinha que começar o ano como se deve, com estilo. E nada como uma receita de família, cheia de história. Já que o assunto é começo, a gente sempre começa pelo café da manhã, né mesmo?

Isso posto, que tal começar 2013 com café recém-coado e uma fornada de pão de queijo quentinho? Sentiu o cheirinho?

 

 

 

Essa aqui é a receita oficial de pão de queijo de casa desde que eu era criança. Foi minha mãe que pediu a receita para a cozinheira do Hotel Vila Boa no qual sempre ficávamos em Goiás Velho (era nosso caminho para chegar a Leonino Caiado, pequena cidade na região do rio Araguaia, onde moramos até 1976).

Desde então não paramos mais de fazê-la, e há tempos que estava na minha lista de preparos para publicar aqui. Eis que, no fim do ano, fui dar algumas aulas em Goiânia, onde vive uma parte da família, e como é praxe pros lados de lá, saiu pão de queijo do forno mais de uma vez, fresquinho e delicioso pelas mãos da querida Beth. E numa dessas, resolvi aproveitar a “cozinheira/modelo” para fotografar o passo a passo e voilá, virou este post delícia com sabor de começo de ano, cheio de promessas!

Ingredientes

As medidas desta receita são bem goianas, tudo é medido em litro como costumamos fazer por lá. Para adaptar use uma jarra medidora, a quantidade de um litro.

A qualidade do polvilho e do queijo ralado é um dos segredos da receita. Não adianta comprar do industrializado disponível nos supermercados, é fundamental que sejam de boa qualidade. O queijo deve ser curado, não funciona com meia cura (que é muito úmido) e o polvilho deve ser caipira (aqui em Sampa a gente encontra o queijo no Mercadão, e o polvilho nas casas do norte do Largo da Concórdia).

  • 1 litro de polvilho doce
  • 1 litro de queijo ralado
  • ½ litro de leite
  • ¼ de litro de óleo
  • 8 ovos (de preferência caipiras pra massa ficar bem amarelinha!)

Modo de fazer

Ferva o leite com o óleo.

Despeje sobre o polvilho para escaldar. Misture bem com uma colher de pau e deixe esfriar.

Quando estiver frio, acrescente os ovos e comece a sova.

Quando os ovos tiverem se misturado bem à massa, acrescente o queijo ralado e continue sovando.

Se a massa ficar muito seca acrescente mais um ovo.

Ajuste o sal da massa (deixe pra fazer isso no final, pois vai depender do quão salgado é o queijo usado).

O segredo é sovar bem a massa. Há que ter “muque” como a Beth, e pra quem não tem, fica a dica: é daqueles preparos que equivalem a algumas horas na academia! :)

Massa pronta, unte a mão com óleo e faça as bolinhas do mesmo tamanho!

Leve ao forno preaquecido na potência alta, quando crescer abaixe a temperatura para que fique assadinho no meio.

Deixe corar, retire do forno e sirva com café recém-coado… hummmmmmmm…

Bom apetite e que 2013 seja assim, quentinho, aconchegante, com gosto de comida afetiva e cheiroso que nem café fresco!

Harmoniza com… Por Marina Novaes (Na Pick’up) e Marcelo Pedro (No Copo):

A receita de hoje já veio harmonizada com café recém coado, mas tem música boa prá ouvir enquanto toma um cafezinho e abocanha um pão de queijo…

 

Para mim, 2012 foi bem bom, , mas tenho a sensação que 2013 vai ser muito melhor. Otimismo de começo de ano ou não, o que importa é que a gente se condiciona que o ano virando tudo começa, ou recomeça, né?

Como o cheirinho de café quando a gente acorda ou está acordando, dando aquele um ar de bom dia. E para celebrar o começo, o novo, “tudo que brota, que vinga, que medra” escolho Rebento do Gilberto Gil.

A versão com a da Elis Regina é um primor, a com a Zizi Possi eu já ouvi tanto que sei até os cacoetes, mas a que me dá um conforto como este pão de queijo quentinho saindo do forno é a versão original do Gil.

A canção está no disco Realce (que tem Marina!), e no fim do ano passado me contaram que quando Gil fez Refavela ele pensou em uma trilogia: Refavela, Refazenda e Realce. O produtor queria que este disco chamasse Rebento, mas ficou o Realce mesmo (porque quanto mais purpurina melhor).

E como o ensejo é o começo e a sensação aconchegante de uma receita caseira, vou colocar também aqui um groove do Pato Fu, chamado Uh Uh Uh La La La Ie Ie, que tem uma receitinha ótima.

Eu não sou conheço muito bem de Pato Fu, mas uma vez o André falou que a Malu gostava muito do disco que eles fizeram só com instrumentos de brinquedo, e que era realmente bom. Eu adorei! Mas estes dias, sem querer, procurando um vídeo no youtube para o Tom coloquei no clipe.

Achei bom para caramba, tanto que terminei o ultimo vitrolinha com ela. E além de ser muito boa, a música dá um recadinho para se aplicado para a vida: “Toda cura para todo o mal/ Está no Hipoglós, no Merthiolate, Sonrisal”. O resto ta fácil!

Feliz 2013!