Quiabos

Baba, baby!

De origem africana, o quiabo (abelmoschus esculentus), além de delicioso, é um dos melhores “engrossadores” de caldo que existe. Muita gente torce o nariz pra sua baba, mas quando ela se mistura ao caldo do alimento que está sendo feito, atua como espessante, engrossa o caldo que fica assim, cheio de volúpia. Uia, que delicia!

Embora pra gente seja estranho comer a baba do quiabo, em muitos países africanos existem pratos onde ela é exaltada, quanto mais visguenta melhor. Tem videos muito legais mostrando as pessoas se deliciando com a baba do quiabo em pratos portentosos, de dar água na boca (pesquisa no instagram #africanfoods que você vai encontrar vários videos assim, além de conhecer muitos pratos deliciosos).

Com ou sem baba, o quiabo foi um presente muito especial dos povos africanos escravizados que foram traficados para o Brasil. Não por acaso, está muito presente na comida do recôncavo baiano (dá-lhe caruru e quiabada) e das cidades históricas mineiras (franguinho com quiabo, refogadinhos… hummm) duas regiões construídas pelo trabalho escravo e que, desta vergonha absurda que foi a escravidão, restaram importantes contribuições para a cultura brasileira, em especial, para a nossa culinária.

O mesmo aconteceu no sul dos EUA (quem aí já foi a New Orleans!?), onde o quiabo (okra) brilha muito em cozidos profundos e de caldo grosso como o Gumbo!

Como escolher quiabos?

Para saber se um quiabo está novo, macio, dobre a pontinha dele, se ela se quebrar, o quiabo está novo. Se a ponta se dobrar sem quebrar é quiabo mais velho, bom pra colocar em cozidos pra engrossar o caldo. Pra fazer tostados ou salada, prefira os quiabos novinhos.