Cozinha da Matilde

Vitrolinha – Sei que Nada Será Como Antes

Postado em 14 de junho de 2013 por Marina Novaes

vinagreToda a solidariedade e respeito para as pessoas que foram às ruas lutar pelo direito de ter passe livre nos meios de transportes públicos. Como diz a campanha:  “a luta não é por centavos e sim por direitos!”

Uma manifestação onde as pessoas gritam “sem violência”, “o povo unido jamais será vencido”, “não, não, violência não”, e é atacado com balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio. Vinagre foi considerado arma perigosa, e sobrou até para quem se protegia da reação da polícia.

As imagens embrulham o estômago. Sinto uma tristeza civil.

Protesto não é crime.

 

Mantra da Frente 3 de Fevereiro: Quem policia a polícia?

 

Vamos cantar juntos o Hino Nacional (a lágrima é verdadeira): Legião Urbana – Perfeição

 

Clássico: Titãs – Polícia

 

Clássico II: Rage Against the Machine – Killing in the Name

 

Dedo na Ferida do Emicida

 

Desperta a dor apaga dor, Karina Buhr, Cara Palavra

 

Da velha guarda: Marcelo Nova – Robocop

 

Vamos por Ancho Camino – Victor Jara

 

Qualquer vídeo ou imagem me dá vontade de chorar. Misto de  medo e orgulho.

Sei que nada será como antes.


Naked cakes brazucas e um dia iluminado

Postado em 12 de junho de 2013 por Letícia Massula

A ideia era fazer uma sessão de naked cakes brazucas, a partir dos bolos tradicionais brasileiros.  Queríamos aprofundar em nossa confeitaria, resgatar o bolo de fubá, de cenoura, tapioca, milho verde e dar a todos eles uma roupagem de festa. Eu e a comadre Alê Luvisotto estávamos preparando a empreitada quando dona Flavita Valsani se ofereceu para fotografar uma sessão nossa. Pronto. Fome e vontade de comer alinhadas, partimos para o ataque, ops, batedeira!

making-of-oh-happy-day-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)A Flavita, para quem não sabe, é uma das fotografas mais talentosas que conheço. Especializada em making of, tem poesia no sangue, cor no olhar e sabe capturar a beleza cotidiana como ninguém. Estava falando com a Marina: se eu me casasse de novo, Flavita seria a fotógrafa, nem pensaria em outra pessoa. E com todo esse talento, ela ainda se dá ao luxo de ser deliciosa. Gente daquele tipo que sabe preencher o dia com riso frouxo, que chora de emoção e que aporta sempre com o melhor de si mesma e em abundância.

Formado o trio, trabalhamos como se estivéssemos em momento de puro lazer. Enquanto Alê e eu medíamos ingredientes, batíamos bolos, montávamos a mesa de chá, selecionávamos forrinhos, xícaras, pratinhos, Flavita só clicava. Um detalhe aqui, outro acolá, uma lindeza escondida, um suspiro, vários sorrisos… nada escapou, tá tudo ali, impresso.

mesa cha-naked-cakes-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)Bem diferente das sessões de fotografia de comida com o prato na bancada, rodeado de luzes e a câmera em um tripé, essa foi uma sessão dedicada a alegria dos pequenos momentos, aqueles quando você se junta com sua parceira para mais uma vez fazer o que faz prá viver, o que ama fazer… simples assim.

No fim do dia, Marcelo e Maria Teresa (a FOFA) se juntaram a nós e fizeram cara de rycos para as câmeras enquanto degustavam a produção do dia e aí o que já era uma quase festa, descambou para festa inteira. Só faltou mesmo a Marina para discotecar.

convidados-cha (flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)O resultado você confere agora, e já peço antecipadamente perdão pelo número absurdo (e muitas vezes redundante) de imagens, foi dureza escolher apenas algumas, ainda mais para uma libriana como eu… como desculpa saco Quintana: “apenas em linguagem amorosa é bonita a mesma coisa cem mil vezes dita…”

Alê e Flavita: Love, love, love!

Naked Cakes

naked-cake-de-fuba-com-goiabada-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)Você deve estar se perguntando desde a primeira linha deste post: que raio é esse tal de naked cake? Seria um bolo naturista, peladão com a mão no bolso atentando contra o pudor em casamentos e batizados? Um mané pelado revisitado? Ou o bolo do Jamie Oliver, o naked chef?

Nada disso. Naked cake é a nova tendência em bolos de festa. Isso mesmo, bolos seguem tendências, como na moda. E estes aqui são os queridinhos do momento. A ideia que tem feito a cabeça de 9 entre 10 noivinhas é deixar massa e recheio aparentes, sem cobertura (daí o naked) e finalizar a decoração com flores ou frutas frescas. O resultado, super clean e cheio de frescor, é lindo e tem desbancado os bolos tradicionais rococó, cheios de pasta americana.

O inovador aqui, foi que eu e a Alê em lugar dos sabores tradicionais de bolos de festa, adotamos os bolos brasileiros do dia a dia. A brincadeira é servir bolo de fubá com goiabada na festa, ou o de cenoura chicoso com azeite de oliva e chocolate belga 80% que a Alê publicou lá no Rádio Vanilla. Ou seja, despimos ainda mais o naked cake e junto com a cobertura retiramos amêndoas, pistaches, damascos e afins e mergulhamos em nossas raízes boleiras. Gostamos tanto do resultado que a Alê lançou uma linha deles no Nena Chocolates, basta encomendar! ;)

Montagem Naked Cake de fubá com goiabada

A Alê é quem domina essa técnica, afinal de contas a confeiteira profissa é ela, mas vamos lá às dicas e como fizemos:

A receita do bolo de fubá que usamos aqui, você confere logo a seguir, é uma receita da minha família, o Bolo de Fubá da Neuza.

Para o recheio, usamos goiabada cascão derretida em banho maria, bem simples de fazer.

montagem-naked-fuba-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)Em lugar de fazer um bolo alto e cortar em 3 fatias, faça 3 bolos pequenos - isso garante que seu naked não se quebre e desmanche.

O recheio deve aparecer, então, na hora de colocar faz bonito, com graça, deixa ele quase transbordar pelas bordas como se fosse sem querer…

montagem-naked-cake fuba (flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)Nada de lotar o bolo de frutas e flores, aqui o minimalismo impera, pouca coisa e pronto, tá lindo!

Para o topo do bolo usamos apenas açúcar de confeiteiro e fatias de goiaba que vitrificamos com o maçarico, que além de lindas, ficaram uma delícia! Mas você pode usar fatias frescas de goiaba, se não tiver um maçarico.

vitrificando-goiabas-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)O toque ficou por conta de um raminho da flor amor agarradinho que tenho no jardim. Uma lindeza!

montagem-naked-cake fuba1-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)

E agora a receita que usamos como base do naked cake:

selo receita

Bolo de fubá da Neuza

bolo-de-fuba-da-neuza-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)Enquanto a Alê atacava de bolo de cenoura, eu resgatei uma receita antiga de família, o Bolo de Fubá da Neuza, que há anos eu não fazia pela dificuldade de encontrar a venda em Sampa um bom queijo curado.

Mas com A Queijaria há 3 quarteirões de distância de casa, a receita foi reativada e nessa primeira leva usei um queijo Campo Redondo, com sabor super delicado, que ficou perfeito e emocionou essa mineira que vos escreve. Ainda vou repetir com outros queijos deles mais pungentes como o Serro, depois conto como ficou.

a-mineira-e-o-quijo-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)Essa receita é muito boa, aliás, fica a dica: via de regra receitas com nome de alguém como o bolo da fulana, a carne de panela do sicrano ou o molho da beltrana são infalíveis. A tal Neuza aqui do bolo  trabalhou em nossa casa quando moramos em Leonino Caiado, na região do Araguaia, em Goiás.

E a gente já percebe o dedo goiano na receita pelo tanto que a danada é farturenta, rendeu um bolo grande na fôrma de buraco que comemos puro e mais 3 pequenos (fôrma de 15 cm de diâmetro) que confeitamos para fazer o naked. Mas não se assuste, você pode fazer meia receita, não tem problema!

Ingredientes

ingredientes-bolo-de-fuba-da-neuza-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)

  • 6 ovos inteiros
  • 3 xícaras (chá) de açúcar
  • 3 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 3 xícaras (chá) de fubá
  • 2 xícaras (chá) queijo ralado
  • 3 xícaras (chá) de leite
  • 2 xícaras (chá) de manteiga (1 tablete de 200g)
  • 2 colheres de sopa de fermento em pó
  • 1 pitada de sal

Como sempre, não se esqueças das dicas para um bolo perfeito: o primeiro passo é acender o forno para aquecer. Faça todo o pré preparo antes de começar, assim você percebe a tempo se está faltando alguma coisa importante, como o fermento.

Sempre peneire os ingredientes secos para conferir leveza ao bolo, e muita atenção e precisão nas medidas para não ter erro!

ingredientes-bolo-de-fuba-da-neuza-2-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)Modo de fazer

Bata bem os ovos inteiros. Junte o açúcar e continue batendo até dobrar de volume e obter um creme clarinho, quase branco e com todo o açúcar dissolvido.

passo-a-passo-bolo-de-fuba-da-neuza-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)Junte a manteiga e continue batendo até estar bem encorporada. Acrescente o leite, mas reserve um pouquinho (3/4 de xícara) para dissolver o fermento logo mais.

Hora dos secos: farinha, fubá e queijo. Bata bem, até a massa ficar leve e aerada.

passo-a passo-2-massa-bolo-fuba-da-neuza-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)Desligue a batedeira e acrescente o fermento dissolvido no leite reservado. Fala sério, não é uma lindeza toda esta espuma transbordando da xícara? (eu era vidrada nesta etapa quando era criança).

Depois que a gente acrescenta o fermento, não pode mais bater a massa na batedeira, e sim mexer delicadamente com uma espátula para não atrapalhar o crescimento.

finalizacao-massa-bolo-de-fuba-da-neuza-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)Isso feito, disponha a massa em assadeiras untadas e enfarinhadas, leve ao forno quente, temperatura alta, até crescer (cerca de 15 minutos).

Aí abaixe a temperatura para a massa assar (mais uns 10 minutos), para ver se está bom basta enfiar um palito, se sair limpo tá assado! Eu deixo um pouco mais em temperatura alta novamente, para corar (detesto quitandas branquelas).

finalizacao-bolo-fuba-da-neuza-(flavia-valsani-para-cozinha-da-matilde)Aí é só polvilhar com açúcar de confeiteiro e servir com goiabada cascão derretida em banho maria… ui… pode suspirar!

Gostou? Então corre lá no Radio Vanilla para aprender a receita do de cenoura com chocolate amargo que a Alê fez.

E ó, quem não é do fogão pode encomendar direto no Nena Chocolates.

E para quem está in love e adora viver a vida em par, Feliz Dia dos Namorados!

Harmoniza com… por Marcelo Pedro (No Copo) e Marina Novaes (Na Pick’up)…

selos_02Excepcionalmente hoje vamos falar de bebida não alcoólica. Claro que poderíamos falar de bolo com Vinho do Porto (no caso do de cenoura com recheio de chocolate), ou um branco doce de sobremesa para o bolo de fubá com goiabada. Mas escolhi escrever sobre a bebida que os ingleses elegeram para acompanhar bolos ao fim da tarde: Chá!

Primeiramente, chá no senso estrito, é a bebida preparada pela infusão de folhas processadas do arbusto chinês Camellia sinensis. Todos os outros ditos “chás” (de camomila, cidreira, erva doce, frutas, etc) deveriam ser chamadas de tisanas ou infusões. Para variar, os primeiros europeus a conhecer o chá, trazerem-no para o Ocidente e iniciar seu cultivo fora do extremo Oriente, foram os bravos patrícios portugueses, em 1543 na época das grandes navegações, quando chegaram ao Japão. Outra curiosidade, a palavra chá, vem do cantonês e mandarim e deu origem ao nome desta bebida no Japão, Índia, Turquia, Rússia e Portugal. Já a palavra no dialeto chinês Min, Te, deu origem ao nome da bebida na França, Inglaterra, Países baixos, Alemanha.

As folhas do chá devem ser processadas, ou preparadas, para o consumo. Dependendo do grau de oxidação, você terá uma das 4 versões do chá: branco, o mais suave, quase sem oxidação, em que se utilizam os brotos e folhas com pouca clorofila. O verde, que tem a oxidação terminada pela aplicação de calor (vapor, na técnica japonesa, calor seco na chinesa). O preto, onde a oxidação é completa. Entre o verde e o preto, temos o chá Oolong, também de origem chinesa, mas que é muito produzido atualmente na Índia. Existem ainda chás que sofrem uma segunda oxidação, bacteriana, que produzedm chás especiasi, cerimoniais, como o Pu-eh, que pode ser consumido após décadas. É muito apreciado na China, e classificado e catalogado como as safras de bons vinhos. É utilizado na cerimônia do chá chinesa (Kung Fu Cha). Espalhou-se e tornou-se parte de inúmeras culturas, como japonesa, indiana, tibetana, árabe, turca. E finalmente a introdução do hábito das tea parties na Grâ-Bretanha foi obra de Catarina de Bragança, princesa portuguesa casada com o rei Charles II, por volta dos anos 1660.

O chá é rico em flavonóides e catequinas, potentes antioxidantes, taninos, que dão o caráter adstringente, e estimulantes do sistema nervoso central, como a teofilina (uma xantina parente da cafeína e da teobromina, presente no cacau) e a L-teonina, associada a um estado mental calmo, porém alerta e focado, onde predominariam as ondas alfa cerebrais, propício portanto aos estados meditativos. Não é à toa que tantos benefícios à saúde física, mental e até espiritual lhe sejam atribuídos.

Além disso, podemos consumir chás puros, blends ou com aditivos, como o famoso e meu favorito chá inglês Earl Grey, com óleos essenciais de mixirica. É justamente este último que recomendo para o bolo de fubá da Neuza! Cheers, ou melhor, enjoy, dear!

Selinho - Para OuvirJá passei uns vários posts do Vitrolinha  falando como eu estou feliz como meu trabalho novo e tal. Mas de todos os ajustes de horários e programações ainda não consegui encaixar os finais de tarde que eu passava na Matilde, tendo acessos de criatividade, terapia e (muitas) risadas com a Letícia.

E vendo as fotos deste ensaio incrível da Flávia, com os bolos delícias da Ale, as idéias lindas e nostálgicas da Let, e que terminou com a degustação divertida com o Marcelo e a Fofa, só tenho uma palavra: inveja. Mas como este sentimento não é tão legal, respirei e vi que na verdade eu queria era estar lá!

E é por isso que a música para harmonizar estes bolos brazucas repletos de afetividades e sentimento, num dia de outono cheio de luz, é uma velha conhecida da Cozinha da Matilde. Poderia até ser o  “lema”, se já não fosse a frase da música Isopor cantada pelo Kleber Albuquerque (mesa farta, casa em festa). Falo de Superluxo, da Nina Becker, carioca, estilista, que também é da Orquestra Imperial e que canta de um jeito suave e intenso.

Sem mais palavras: Ser feliz é um luxo.

E uma tarde assim é um luxo.


Dois kibes (quibes) veganos e a maravilhosa cozinha da Arpine

Postado em 5 de junho de 2013 por Letícia Massula

A Arpine é a mãe da minha amiga querida Valeria Pandjiarjian (demora, mas com o tempo a gente aprende a falar rapidim o sobrenome). A Lela, além de ter me apresentado o marido em uma festa do cinema (um dia conto aqui esta história), é parceira das antigas de militância feminista, advogada como eu fui um dia e, por esses loopings que a vida dá, está novamente próxima.

Há cerca de um mês ela começou a trabalhar aqui comigo e até encontrar uma maneira de contribuir mais efetivamente com a Cozinha da Matilde, tem me salvado a vida ajudando com textos (devo boa parte do pouco que sei escrever a ela) e organizando meus caos administrativo. Nem preciso dizer como estou feliz com essa parceria, né?

Mas o assunto hoje não é a Lela, e sim a mãe dela, a Arpine. Divertidíssima e cozinheira de mão cheia, foi com ela que aprendi sobre comida armênia - que lembra muito a comida árabe mas é um pouco mais delicada, na minha opinião (especialmente nos cortes).

arpine-pandjiarjianFoi na casa dela que experimentei pela primeira vez basturma (se pronuncia bastermá), uma carne curada típica, espécie de pastrami armênio que eu adoro. Foi dela a indicação da Casa Garabed, um dos nossos restaurantes favoritos em São Paulo e sem dúvida a melhor esfiha que já comi. E foi com ela que aprendi vários nomes de pratos armênios, como sarmá (charutinhos de folha de uva).

Tudo isso prá dizer que eu adoro a cozinha da Arpine, é das cozinheiras que me despertam curiosidade e que sabem (e adoram) ensinar. Eis que dia desses, eu estava planejando um post com kibes veganos, quando a Lela me falou de um tal kibe de ervilha da mãe dela… pedi a receita na hora! E qual não foi minha surpresa? Eu esperando uma espécie de kibe de forno (como o de abóbora) e ela me manda algo totalmente diferente, um tipo de kibe crú, frio, inusitado e DELICIOSO! Continue Lendo »


Recomendações da Casa 54

Postado em 3 de junho de 2013 por Letícia Massula

Na Cabeceira

41cZuqeFB1LE eu aproveitei o fim de semana para mergulhar no The Art of Simple Food da Alice Waters, já tinha o livro há algum tempo, já havia folheado, mas só neste finde parei para ler e me aprofundar um pouco mais.

É maravilhoso, como não podia deixar de ser. Eu adoro a Alice e se tem uma coisa que me arrependo mortalmente foi de não ter conhecido o Chez Panisse quando estive na Califórnia. Sei lá o que me deu na cabeça, acabei focando no Keller e deixei passar a comida da Alice… como não adianta chorar o leite derramado, polianamente falando prefiro pensar que este é mais um excelente motivo (quase uma obrigação) para voltar à Califórnia. Na próxima não comeremos esta bola. Eu juro! :)

Mas voltando ao livro, taí um bom para ter à cabeceira. Começa com uma parte básica, com algumas lições e receitas que ela chama de alicerce de sua cozinha. No segundo capítulo entra nas receitas propriamente ditas, que são simples e didáticas, como é a proposta. Comidas para o dia a dia mas com aproveitamento perfeito dos ingredientes.

A parte referente a elaboração de menus, o que cozinhar, é um primor. Nela a autora descreve seu processo de criação e planejamento das refeições da semana, por onde começa, o que leva em consideração desde o momento das compras até a definição do que será servido no jantar de hoje e no almoço de amanhã. Me diverti acompanhando seu raciocínio… no fim cozinheiro é tudo igual mesmo, só muda de endereço!

É um livro denso com muito conteúdo, muitas dicas e com um estilo de texto dialogado. Fecho os olhos e me transporto para a cozinha da Alice e parece que estou ao lado dela, que vai me ensinado passo a passo como cozinha, a razão de cada passo técnico, os segredinhos que tira da manga. Adoro livros de receitas assim, onde a gente apreende muito mais que os ingredientes e o momento de cada um ir prá panela. Gosto de entender o caminho percorrido pelo cozinheiro, suas razões, referências e  gostos pessoais. Para mim uma boa receita te leva a entender todo esse processo, pois é a partir dele que a gente vai além e pode somar nosso próprio conhecimento acumulado à receita alheia.

É desta maneira que Alice vai ensinando suas receitas, de maneira simples, didática, como aquela tia avó querida que te ensina uma receita de família. O Jamie Oliver (outro queridinho meu) também faz assim e esta é uma das razões para eu gostar tanto dele.

Como já disse é um ótimo livro para se ter na cabeceira, excelente presente para dar aos amigos que vão morar só, para os recém casados… um livro básico, com um bocadinho de quase tudo que a gente precisa saber para meter as caras e dominar o jantar! Continue Lendo »


Lagarto assado com purê de batata doce e alho + vegetais – Dia a dia saudável e descomplicado

Postado em 29 de maio de 2013 por Letícia Massula

Fotografei esse post dia desses, queria escrever sobre comida do dia a dia, descomplicada e saudável e aí que esse jantarzinho caseiro acabou virando post.

Apenas receitas simples de fazer e um bom repertório de acompanhamentos para esse lagarto, clássico dos almoços de domingo da minha mãe, que sempre o servia acompanhado de um mix de batatas, cebola, alho e milho verde assados no forno e uma saladinha, mais nada.

comida-do-dia-a-dia-saudavel-e-descomplicada-(leticia-massula-para-cozinha-da-matilde)

E foi inspirada nos almoços de domingo em casa que eu dei um limpa na geladeira e fiz um purê de batatas doces roxas e alhos assados, salteei as ervilhas tortas com alho e raspas de tangerina (que adoro) e ainda aproveitei as bok choys (acelgas chinesas deliciosas e que estão na época) que fiz tostadinhas na chapa. Para acompanhar a carne fiz ainda um molhinho de ervinhas aromáticas com pimenta e azeite. Tudo rapidinho, gostoso e saudável, perfeitos para quem quer comer bem no dia a dia sem perder horas para isso.

E se vc achou demais o numero de acompanhamentos, oras bolas, não precisa fazer todos, faça um de cada vez. O importante é que você tem em mãos um trio de acompanhamentos, use-os como quiser. Continue Lendo »


2006-2012 Cozinha da Matilde

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