Meus 7 links

Hoje é segunda, dia de Recomendações da Casa, mas a Lúcia Freitas me convocou para um desafio muito bacana. Cada um de nós convocad@s deveria escolher entre os posts já publicados em nossos blogs, 7 especiais: O mais Bonito, o mais Popular, o que gerou mais discussão/controvérsia, o que ajudou/ajuda mais gente, o post que o sucesso te surpreendeu, o post que não recebeu a atenção que deveria, o post que você tem mais orgulho.

Topei o desafio, é claro! Seguem os meus sete links:

1- O mais bonito - Garfo&Foco – Fica, vai ter bolo!

Tomei o bonito ao pé da letra e aí tinha que ser um post do Garfo&Foco, com fotos da Gabi, é claro.

Este aqui sobre bolos é muito especial e querido, porque além de ser esteticamente lindo é fruto de nossa primeira sessão juntas!

 

 

 

2- O mais popular - Cozinha nova, mesa farta, casa em festa!

Depois de mais de um ano sem postar, voltar com blog novo foi uma festa, fiquei muito feliz com o carinho que recebi!

3- O que gerou mais discussão - De todas as maneiras…

Quando premiamos em nossa promoção do dia dos namorados, o Gerson e o Fernando, um casal gay, fiquei triste com algumas mensagens que recebemos depois do resultado. Para mim é incompreensível que algo tão natural como a orientação sexual, continue, na segunda década do Séc. XXI, incomodando tanta gente e causando tantao dor e violência.

 

4- O que mais ajudou gente - Longa Vida a Las Mariposas!

Esse foi escrito mais uma vez a pedido da Lú Freitas, que propôs outra blogagem coletiva, desta vez pelo Luluzinha, para falar sobre violência contra as mulheres. Como eu trabalhei durante 5 anos na coordenação da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, escrevi este post aqui falando sobre a história dos 16 Dias, que depois foi super replicado por outras blogueiras que também falaram sobre o assunto!

5- O que o sucesso me surpreendeu – Nas alturas

Foi por conta deste post onde falo de restrição alimentar que fui convidada para participar da matéria do Jornal da Globo sobre a Babel Gastronômica que é São Paulo. A idéia de que você pode viajar pelo mundo de metrô sem sair de São Paulo agradou e me garantiu a viagem com a equipe do jornal pela comida de Sampa!

6- O que não recebeu a devida atenção - Yes, nós temos pimentas!

Adoro este post que fala de fome e vontade de comer e explica como a comida funciona no cérebro da gente… é muito querido, mas pouca gente leu.

 

 

 

 

7- O que eu tenho mais orgulho - Sobre meninas, cabelos, solidariedade e moussaka!

Esse aqui é beeem velhinho, da época que eu nem sabia linkar… mas traz uma história linda de solidariedade que eu tive a alegria de conhecer e de uma pessoa, a Nuna, que virou amiga querida por conta da história. Vou ter sempre muito orgulho dele e de quebra ainda conto minha receita de moussaka.

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Recomendações da casa

Fim de ano de cozinheira é um corre-corre danado, horas na cozinha e pouco tempo para postar… mas as Recomendações da Casa na segundona tardam, mas não falham:

Na Cabeceira

República gastronômica da China

Jen Lin-Liu – Jorge Zahar Editor

“Suang, tian, ku, la. Azedo, doce, amargo, picante. Em minha vida experimentei todos eles.” Diretora Wang

Esse é um livro especial. Um livro de comida que tem como pano de fundo a história, cultura e política chinesa e como fio condutor a amizade entre duas cozinheiras.

É a história da Jen Lin-Liu, jornalista sino-americana que após concluir a universidade, parte para China em busca de suas raízes e descobre que a comida é o menor (e melhor) caminho para chegar à alma de um povo.

Quando pintam as primeiras dificuldades de adaptação e de aceitação, ela, que estava ali por conta do desejo de se identificar alguma coisa chinesa, intuiu: “Se eu não posso me relacionar com as pessoas, pelo menos vou me relacionar com a comida”, e a partir daí mergulha em um novo universo.

Em Beijing, Jen se matricula em uma escola profissionalizante de cozinha e parte para uma série de estágios, desde uma barraca pequena de massas até restaurantes estrelados chineses. Destaque para a descrição precisa dos tipos de massa chinesas, extremamente sofisticados e inusitados como o macarrão em fios que é aberto com as mãos (e que você pode ver ser feito ao vivo aqui em Sampa, no bairro da Liberdade, restaurante Hong He).

Mas o melhor da história, na minha opinião, é a delicada relação entre a jovem Jean e a Diretora Wang, de quem ela toma aulas particulares. A construção do vínculo entre as duas cozinha lentamente como deve ser em uma boa comida de alma. Me levou às lágrimas.

Vale o clique

Coluna Eclética da Tarsila Mercer

A gente não quer só comida, já disse aqui. Lá é onde me alimento de delicadeza.

 

 

 

Outras Cozinhas

Restaurante Sudestada, Buenos Aires

Não acredito que só hoje, 20 Recomendações depois, me lembrei de falar aqui do Restaurante Sudestada, de Buenos Aires, uma das (senão a melhor) comida do sudeste asiático que já comi.

Sou maluca por comida asiática, não é por acaso que fiquei tão emocionada com o livro da Jen Lin-Liu, e tive a sorte de ficar em um hotel exatamente ao lado dele, em Palermo.

A comida é perfeita, feita de forma impecável. Uma cozinha super eficiente que você assiste pela vitrine, do salão. Verdadeiro balé dos cozinheiros manuseando woks e uma pequena parilla (aliás, sai um peixe grelhado inteiro com ervas aromáticas que é melhor nem lembrar).

 A decoração é clean e cool, muita gente bonita e um agitinho delícia à noite.

Eu gostei tanto da comida que fui três vezes em uma mesma viagem. Queria comer todo o menu: salteados, grelhados, curries, saladas e ainda os chás, sucos e sobremesas. Me impressionou as texturas e a combinação de sabores em vários níveis.

Tudo, absolutamente tudo que comi e bebi no Sudestada me arrancou suspiros de prazer. Perdoem, car@s leitor@s, a eloquência, mas como dizem lá em Minas, o restaurante é bão mesmo!

Se fosse em São Paulo iria ao menos 2 vezes por semana, porque o melhor da festa é isso, apesar de super cool, o Sudestada é muito barato. Tem fórmulas para o almoço com comida+sobremesa+bebida+café por uma pechincha, em março de 2010, essa fórmula saía por R$ 28,00. Mas você também pode pedir à la carte e pagar um pouco mais (pouco mesmo). Eu garanto: se o seu barato é comida asiática, você vai me agradecer a dica!

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Recomendações da Casa

Segunda feira, dia de Recomendações da Casa:

Na cabeceira:

O sal é um dom – Receitas de Mãe Canô

Mabel Velloso – Ed. Nova Fronteira

É o tipo de livro que me emociona. Remete aos cadernos de receitas que toda família tem, escritos, em geral, por uma tia caprichosa com letra de professora. Me deliciava quando um assim caía em minhas mãos, ia logo escrafunchando em busca de boas receitas que copiava e transferia para o meu próprio caderninho.

O que mais me encanta são os modos de fazer: mais que orientações, são anotações mentais da cozinheira. Conversas dela consigo mesma para não errar no preparo. Fecho os olhos e consigo escutá-la “cantando” o modo de preparo e com ele os conselhos e segredos que garantem um prato perfeito, como nesta receita de Caruru: “Jogar os quiabos cortados numa panela com água fervente. Deixar os quiabos cozinharem até os caroços ficarem cor-de-rosa. Colocar os temperos e deixar cozinhar bem até fazer ‘cara de velho’.

Estão compiladas no livro um grande número de receitas tradicionais da Bahia e preciosidades como os pirulitos moldados em cones de papel (que eu fazia na infância) e as moquecas de cajú e de ovo pouco conhecidas por aqui.

E traz ainda todo o ritual, o cenário, as manias, os gostos e os personagens envolvidos nas refeições da família em Santo Amaro da Purificação e acaba levando a gente para o quintal dos Vellosos, sob o jambeiro para uma refeição interminável…

Vale o clique

Revista Altiplano

Descobri essa revista virtual quando estava escrevendo o post sobre o Pequi com a Gabi. Uma revista inteira sobre o Cerrado, com um pouquinho de tudo que adoro! Tem artigo sobre biodiversidade, sobre a cidade de Goiás, a arte do Moacir lá Chapada dos Veadeiros,  os encantos do Rio Araguaia, só para começo de conversa.

Além de uma sessão inteira sobre pequi e outra de culinária com artigos sobre a comida da festa do Divino, o empadão goiano e o Mané Xi, mistura do mané pelado com abacaxi!

Quer saber um pouco mais sobre o cerrado? Vá lá!

Outras cozinhas

Foto do mochileiros.com

Rancho do Waldomiro

E foi só falar em cerrado e na Chapada dos Veadeiros que minha boca encheu de água com vontade da matula do Seu Waldomiro. Um tutu enriquecido com 4 tipos diferentes de carne, entre elas a carne de lata, que nem vou me alongar, deixo o próprio Seu Waldomiro contar aqui como faz.

Ficou com vontade? Fica logo ali, no meio da estradinha entre Alto Paraíso e São Jorge, em Goiás, basta perguntar: Onde fica o rancho do Seu Waldomiro?

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Flor de abobrinha com nata, ciboulette e beurre noisette

Esse post aqui é especial. Homenagem à querida Tia Ola que resolveu animar a banda lá de cima e deixar a gente aqui embaixo cheio de saudade. Era a leitora mais fiel da Cozinha da Matilde, sempre me mandava mensagens lindas, cheias de apetite e também delicadezas como os lindos forrinhos de renda turca verdes e azuis que ilustram esta postagem.

Mais uma vez uma receitinha de ocasião com o ingrediente disponível na geladeira… e o bom de ser uma geladeira de cozinheira é que vira e mexe sobram produtos muito especiais que rendem boas receitas, como esta aqui.

Marcelo ensaiou um jantar que não saiu e uma porção de flores de abobrinha sobraram na geladeira, eu havia fotografado algum prato com nata e sobrou meio potinho. Ciboulette tem plantada no quintal e manteiga nunca falta em casa de cozinheira. E o sal negro, ah, o sal negro foi a frescurinha que fechou a receita com chave de ouro – e muito cá entre nós, fica muito boa sem ele também, com o bom e velho sal de mesa comum.

Somada aos ingredientes que tinha à mão, a minha cisma de não empanar a flor de abobrinha. Nada contra, mesmo porque é um clássico: flores de abobrinha recheadas e empanadas. Mas nunca me convenceu, sempre me compadeci da textura delicada da flor sendo sacrificada pela agressividade de uma fritura por imersão.

E foi pensando nisso que me veio a cabeça a beurre noisette. Sim, essa manteiga levemente queimada, de um tom dourado quase marrom  e com gostinho de avelã (daí o seu nome) seria perfeita para um toque delicado de gordura sem agredir a textura das flores.

Gostei muito do resultado. Ao serem regadas com a manteiga quente as flores ainda mantêm sua textura e crocância e ficam delicadamente untadas com a mistura da noisette e a nata. O sabor adocicado da dupla explode na boca misturado com a leve picância das flores e o aroma da ciboulette.

Ficou com vontade? O melhor é que é muito fácil de fazer, pá pum. Difícil mesmo só achar as flores de abobrinha, que você pode plantar em casa (logo terei uma colheita) ou encomendar de produtores orgânicos ou procurar na Casa Santa Luzia aqui em São Paulo onde costuma ter.

Flor de abobrinha com nata, ciboulette e beurre noisette

Ingredientes

  •  10 flores de abobrinha
  • 10 colheres (café) de nata
  • 2 colheres (sopa) de manteiga sem sal
  • 2 colheres (sopa) de ciboulette fatiada
  • Sal negro do Hawaii

Modo de fazer

Beurre noisette

Leve a manteiga ao fogo baixo, deixe derreter e continue mexendo delicadamente até que as partes brancas e solidas do leite escureçam e fiquem em um tom de dourado/castanho. Experimente: tem gostinho de avelãs.

Flores de abobrinha – montagem passo-a-passo

Disponha as flores em uma travessa.

Sobre cada uma delas coloque uma colher de nata.

Salpique com o sal negro.

Agora junte a ciboulette.

E por fim, regue com a beurre noisette quente.

Sirva imediatamente!

Ah, não desperdice o restinho de molho que fica no fundo da travessa, é especial… use um pedaço de pão para limpar e se lambuzar com a mistura da manteiga com a nata!

Harmoniza com… por Marina Novaes (na Pick’up ) e Marcelo Pedro (no Copo)

Móveis Coloniais de Acaju – O Tempo

Disco:  C_mpl_te (2009)

Este post é realmente especial. Flor de abobrinha é a minha comida e da minha mãe. Na verdade a gente dá uma de metida e chama pelo nome espanhol flor de calabaza, porque só fui conhecer esta delícia quando fui visitar meus pais quando moraram no México. Minha mãe, muito mais sortuda do que eu, na sua infância comia fiore di zucca fritta que a Nonna fazia. Alias, a flor frita é divina também! Em Roma, transformamos a entrada em prato principal, e a cada mordida exclamávamos: hmmm!, ai!, uau!, que delicia!…  Estes dias no varejão lá de Mogi, descobrimos que a flor macho que é boa, a segundo a produtora, a fêmea não tem muito sabor.

Bom, mas voltando ao que nos une, “Flor de abobrinha com nata, ciboulette e beurre noisette”  harmoniza com “O tempo” do Móveis Coloniais de Acaju. Uma banda incrível de Brasília, sempre que os vejo, seja ao vivo ao na TV, tenho a impressão que são meus amigos de infância, e a primeira vez que vi foi no Porão do rock, em 2000. São 9 caras que não param um minuto no palco e tocam e dançam, numa coreografia não ensaiada, rock, indie rock, ska, e música brasileira.

A música fala da vontade de eternizar todos os momentos bons que vivemos. E tem sido assim com minha mãe há pelo menos 32 anos. E por isso foi a trilha desta nossa última viagem, em que o Tom, meu filho, nos acompanhou, de dentro da minha barriga, só confirmando que “O meu futuro é esperar pelo presente de fazer/O tempo engatinhar”

A fiori di zucca ou flor abóbora desta receita da Letícia é muito mais leve e delicada que a tradicional receita da flor recheada de queijo e empanada, portanto precisamos escolher uma bebida que não sobrepuje a delicadeza e sutileza de sabores do prato. Hoje vou fazer duas sugestões, uma mais clássica e outra mais surpreendente. A opção clássica seria um vinho branco seco, sem passagem por madeira, originário da região italiana do Piemonte, produzido com uvas Arneis, como o Langue DOC Arneis da vinícola Bera, um vinho delicado mas saboroso e aromático, que combina muito bem com os sabores complexos e delicados da flor de abóbora e da manteiga noisette.

Agora, uma outra possibilidade seria uma cerveja produzida com abóbora, uma Pumpkin Ale, tradicionalmente produzidas nos EUA no outono, coincidindo com o Halloween, como a  Dogfish Head Punkin Ale, ou a brasileira Sauber Beer Pumpkin Ale produzida em Mogi Mirim pela nanocervejaria Sauber Beer. As Pumpkin Ales são menos amargas, mas tem sabor maltado, aroma de abóbora e especiarias como cravo e canela.

É isso aí, clássico ou inovador, saúde e bom apetite.

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Uma vida sem violência é um direito das mulheres

Durante 5 anos (2003 a 2007) tive a alegria de integrar a equipe de coordenação da edição brasileira da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres, que é realizada desde 1991 em aproximadamente 135 países e busca estabelecer um elo simbólico entre violência contra as mulheres e direitos humanos, enfatizando o fortalecimento da auto-estima da mulher e seu empoderamento como condições para sair das situações de violência.

Muita água passou por baixo da ponte desde então e apesar de não fazer mais parte do movimento e da militância, continuo feminista e esses 16 Dias são um marco na luta histórica das mulheres por direitos iguais e por uma vida livre de violência. Não dava para deixar passar batido, em especial depois que dona Lúcia Freitas e as Blogueiras Feministas convocaram uma blogagem coletiva.

E como hoje é dia de Recomendações da Casa aqui na Cozinha, resolvi recomendar algumas iniciativas na área que acho importante divulgar:

Vovós em Fúria – Raging Grannies

Quando crescer vou querer ser uma vovó em fúria!

Imagem do site: http://www.vcn.bc.ca/ragigran/

Fiquei sabendo das vovós em uma matéria da Revista Caros Amigos se não me engano de 99.  Trata-se de um grupo de senhoras idosas, “todas com mais de 70 anos, espalhadas em diversas cidades do Canadá, que fazem questão de exibir-se com vestidos estrambólicos, ridículos chapéus cheios de flores e frutas, xales de crochê rosas e azuis, sapatos vermelhos e roxos, colares enormes de péssimo gosto e bolsa de fazer inveja em qualquer festa brega.

A descrição espanta. Mas o que mais impressiona é o que estas velhas senhoras barulhentas estão a fazer: as vovós em fúria são o mais anarquista movimento pró-paz, democracia e direitos humanos. Fazem paródias de velhas canções com letras muito bem humoradas que falam de assuntos como desarmamento nuclear, sexo seguro, o embargo à Cuba, destruição da natureza, exploração de trabalho infantil e escravo, entre outros problemas vigentes.

Participam de manifestações e fazem protestos inusitados. Em uma destas atrasaram o deslocamento de uma tropa de choque do exército. Os militares haviam deixado um tanque de guerra estacionado na rua durante a noite; dia seguinte, quando foram retirar o veículo encontraram um grupo de animadas senhoras que, enquanto cantavam sátiras ao exército, tricotavam uma rede ao redor do tanque.

Numa outra manifestação foram elas que salvaram os jovens estudantes quando se postaram à frente deles, impedindo que a polícia soltasse os seus cachorros e atirassem gás de pimenta na manifestação.

O que motiva uma senhora de mais de 70 anos a sair de casa quando poderia ficar em casa cuidando de sua velhice? Lassy Abboth, 69 anos, participante de um dos grupos é que responde: O mundo que estamos deixando para nossos netos não é bom de viver e percebemos que cabe a nós zelar pelo direito que eles têm de sonhar e chegar à idade adulta como seres humanos felizes. Não há mais tempo a perder, por que aqueles que estão destruindo o nosso planeta são eficientes e poderosos. Muito velhas? Não, não somos velhas, somos sábias. Além do mais, não temos filhos ou empregos para cuidar, e teríamos tempo de ir pra cadeia.”

Procure pelos vídeos do grupo, há uma série deles no Youtube, um melhor que o outro!

Projeto Sede de quê

Iniciativa da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, o projeto Sede de Quê usa arte e cultura no enfrentamento da violência contra as mulheres e entre muitas manifestações artísticas, o projeto promoveu no ano passado um concurso entre publicitários e designers para a criação de uma logomarca nacional pelo fim da violência contra as  mulheres.

Para acompanhar as ações do grupo e ficar a par do que esta rolando sobre o tema, basta acessar o blog Sede de Quê!

Blogueiras Feministas

Acompanho o grupo à distância e com muito prazer, não dava para ser diferente com um grupo que assim se define: Somos Mulheres e Homens. Somos de várias partes do país, com diferentes experiências de vida. Somos feministas.

E o grupo tem feito muito barulho por aí e produzido muito material de qualidade sobre o assunto.

Universidade Livre Feminista

A Universidade Livre Feminista é um espaço de formação das mulheres feministas, de estudos e ação pela construção de uma sociedade justa, sem exploração e sem pessoas exploradas cuja a intenção é facilitar ao máximo a participação de militantes sociais neste processo.

É também um espaço de liberdade e de luta onde as organizações feministas têm a oportunidade de elaborar e difundir seus programas de formação e todas as feministas poderão aprofundar seus conhecimentos e construir novos saberes.

 

Ah, ouvi alguém aí perguntar:

Porque 16 dias?

Não é por acaso que os movimentos feminista, de mulheres e de direitos humanos escolheram como marco da Campanha o período compreendido entre os dias 25 de novembro e 10 de dezembro. Quatro datas significativas na luta pela erradicação da violência contra as mulheres e garantia dos direitos humanos estão inseridas nestes 16 dias:

A Campanha começa no 25 de novembro (Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres) e se encerra em 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos).

A campanha brasileira começa mais cedo e inclui, também, o dia 20 de novembro (Dia Nacional da Consciência Negra).

Outras duas datas integram a Campanha mundial: o dia 1.º de dezembro (Dia Mundial de Combate à Aids) e o dia 06 de dezembro (data do Massacre de Mulheres de Montreal, que fundamenta a Campanha Mundial do Laço Branco: “Homens pelo fim da Violência contra a Mulher”).

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Garfo & Foco: Pequi or not Pequi

“Das tuas lágrimas nascerá uma planta que se transformará numa árvore copada. Ela dará flores cheirosas que os veados, as capivaras e os lobos virão comer nas noites de luar. Depois, nascerão frutos. Dentro da casca verde, os frutos serão dourados como os cabelos de Uadi. Mas a semente será cheia de espinhos, como os espinhos da dor de teu coração de mãe. Seu aroma será tão tentador e inesquecível que aquele que provar do fruto e gostar, amá-lo-á para jamais o esquecer. Como também amará a terra que o produziu. Todos os anos, encherei, generosamente, sua copa de frutos, que os galhos se curvarão com a fartura. Ele se espalhará pelos campos, irá para a mesa dos pobres e dos ricos Quem estiver longe e não puder comê-lo sentirá uma saudade doida de seu aroma. Nenhum sabor o substituirá. Ele há de dourar todos os alimentos com que se misturar e, na mesa em que estiver, seu odor predominará sobre todos. Ele há de dourar também os licores, para a alegria da alma”. A Lenda do Pequi de Marieta Teles Machado

Pergunte a um goiano: – Você gosta da sua mãe? – Gosto! – Dos seus filhos? – gosto! – E de pequi? – Vixe!!!

É mais ou menos esta relação de amor que sinto por essa frutinha do cerrado. Tudo no pequi me encanta, a começar pela árvore forte, uma sobrevivente que luta contra altas temperaturas, seca e queimadas, daí as cascas grossas e os troncos retorcidos. E sobrevivência é com ele mesmo. Vive e deixa viver. Generoso, combate a fome, tem alto teor nutritivo, é rico em óleos, vitamina A e proteínas, ajuda no tratamento de asmas e bronquites e tem sido estudado por suas propriedades antioxidantes e por proteger o organismo de pacientes com câncer dos efeitos nocivos da quimioterapia.

O fruto é lindo, verde e amarelo como que para atestar seu legítimo sangue brazuca. Para utilizá-lo é preciso retirar a casca de fora, verde (muito parecida com o abacate) para chegar ao caroço amarelo ouro, revestido de polpa. Depois de cozido o pequi deve ser roído, soltando a polpa delicadamente com os dentes com cuidado para não morder, pois no meio ele é cheio de pequenos espinhos vermelhos que por sua vez protegem a castanha, que fica guardadinha no meio do fruto e que a gente tira com um palito depois de cortá-lo ao meio.

Mas é mesmo na panela que o pequi brilha! Vedete da culinária goiano/mineira empresta seu sabor e perfume intensos para muitos preparos. Os pratos mais famosos são o arroz e a galinhada com pequi, mas também fica bom com carne, puro e há quem coma cozido apenas em água e passando o fruto pelo açúcar… Eu gosto de qualquer jeito, fico eufórica quando sinto o perfume espalhado pela casa, mas com frango caipira e tomates como meu pai fazia em Tocantins é o meu preferido (e que logo vai virar post aqui).

A coleta é uma festa. Os frutos caem durante a noite (não podem ser apanhados, precisam amadurecer e cair) e pela manhã a criançada sai em busca dos maiores em uma competição divertida. Eu era tão fanática que já comia alguns crus e nem esperava chegar em casa (mas não faça isso que não é gostoso, apenas o paladar de criança de roça agüenta… rsrsrs) e enquanto colhe você aproveita para sentir o cheiro de mato e sol do cerrado.

E quem não tem cerrado no fundo do quintal para se dar ao luxo de um passeio de manhã cedo em busca dos frutos maduros, pode dar um pulinho no mini CEASA, ao lado da Zona Cerealista e comprar uma saca in natura. Estamos em plena época. Aí é só levar para a casa, tirar da casca e congelar: pequi o ano inteiro em Sampa!

Essa sessão foi feita apos uma incursão minha e de Gabi pelo mini Ceasa quando preparávamos o Role Garfo & Foco. E para saber o que a Gabi achou desta sessão e do pequi, acesse Dia+Positivo.

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Praianas: Rosbife de filé mignon suculento e sem erro

Esse filé é o prato mais repetido na praia e tem uma razão para tal: é muito fácil de fazer, fica perfeito no fogãozinho 4 bocas e as sobras viram uma deliciosa carne louca, perfeita para o café da manhã do dia seguinte ou para levar a um piquenique na areia.

Era um clássico de receber visitas da minha mãe, que para acompanhá-lo fazia batatas palhas fininhas, leves e crocantes e uma saladona. Eu costumo fazer com batatas assadas e ervilhas com manteiga de wasabi, que adoro.

Rosbife de filé mignon com ervilhas na manteiga de wasabi

Ingredientes

Filé Mignon

  • 1 peça de filé mignon
  • 500ml de azeite de oliva
  • sal e pimenta do reino à gosto

Ervilhas de wasabi

  • 3 xícaras de ervilhas frescas
  • 2 colheres (sopa) de manteiga sem sal
  • 2 colheres (sopa) de nata
  • 1 colher (sobremesa) de wasabi
  • sal a gosto

Modo de fazer

Filé Mignon

Divida o filé em pedaços menores, de até 15 cm de comprimento cada. Tempere com sal e pimenta do reino moída na hora a gosto.

Pré aqueça o forno.

Aqueça o azeite em uma sauteuse.

Divida a superfície do filé em 3 lados. Doure cada um dos lados no azeite por 3 minutos, o que vai garantir uma crosta marrom avermelhada, bronze escuro.

Dourados os 3 lados, leve o filé ao forno por 10 minutos, isso se você assim como eu gostar do seu filé bem mal passado. Caso seja adepto de carnes mais bem passadas, aumente este tempo para 20 minutos.

Retire o filé do forno, cubra com alumínio para não esfriar e deixe descansar por 5 minutos.

Fatie e sirva imediatamente.

Ervilhas de Wasabi

Mergulhe as ervilhas em água fervendo até levantar fervura novamente e então mergulhe-as em água gelada. Escorra.

Derreta a manteiga em uma sautese com duas pitadas de sal. Acrescente o wasabi e a nata  fazendo movimentos circulares com a sautese até obter uma mistura homogênea. Junte as ervilhas, salteando-as por 1 minuto.

Ajuste o sal. Sirva com o filé e batatas assadas ou ao murro.

Harmoniza com… por Marina Novaes (na Pick’up ) e Marcelo Pedro (no Copo)

Lisa Ono – C’est Si Bon

Disco: Dans Mon Ilê (2004)

Lisa Ono é brasileiríssima, migrou para o Japão com sua família, e começou a cantar e tocar violão com 15 anos. Popularizou a bossa nova lá na terra do sol nascente, e vive metade do tempo lá, a outra no Rio de Janeiro. Gravou 15 álbuns, mas este aqui arrebatou meu coração.

Rosbife de filé mignon com ervilhas na manteiga de wasabi, é um prato brasileiro com toque francês (mignon! petit pois!) e temperado com a picancia wasabiriana. Enquanto da uma dançadinha, dá para fazer biquinho ao cantarolar estralando os dedos.

Quando o prato é carne, vem logo a nossa mente os hermanos argentinos. E para harmonizar com o belo rosbife deste post, bebemos um Malbec argentino Doña Paula Selección de Bodega 2007, top de linha da vinícola Doña Paula.

Foi um casamento perfeito entre a suculência do filet e os taninos redondos, a intensidade da cor vermelha escura e o aroma de ameixas vermelhas deste vinho. A uva Malbec é a principal uva tinta produzida na Argentina, responsável pelos seus melhores vinhos, onde se produz quase 60% destas uvas no mundo. A origem da uva Malbec, entretanto, é francesa, sendo uma das 6 variedades que tradicionalmente podem entrar nos cortes bordaleses.

Porém, nos anos 60 fortes geadas acabaram com grande parte dos vinhedos de Malbec na região de Bordeaux, e hoje é produzida em maior quantidade na região de Cahors no sudoeste francês. A denominação Cahors exige que pelo menos 70% do corte seja de uvas Malbec.

Mas é na Argentina, principalmente na altitude de Mendoza, que a Malbec resulta em vinhos mais finos, mais redondos, e que desde relativamente jovens já estão prontos para serem apreciados, pois seus taninos são menos agressivos que nos Cahors. Além disso, para nossa sorte, a relação custo/benefício dos vinhos Malbec argentinos é imbatível!

 

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Recomendações da Casa

Depois de duas semanas intensas de trabalho com feriados pelo meio, as Recomendações da Casa voltam ao seu dia normal:

Na cabeceira

Comida & Cozinha (Ciência e Cultura da Culinária) – Harold McGee – Ed. Martins Fontes

Este livro é muito especial. Lançado em 1984, teve sua segunda edição lançada nos EUA em 2004 e agora chega às livrarias brasileiras pela Martins Fontes. Verdadeira bíblia para cozinheir@s.

Harold McGee, um dos principais nomes quando o assunto é ciência e cozinha, explica cientificamente tudo aquilo que cozinheir@s sabem e fazem empiricamente. Quer saber porque o açúcar carameliza, qual o açúcar presente no leite, qual a estrutura da manteiga ou como as abelhas fazem mel? Está tudo lá, tintin por tintin.

Os 13 primeiros capitulos tratam dos alimentos subdivididos por grupos (aves, peixes, ovos, laticínios, hortaliças, etc.). O 14. trata dos métodos de cocção e o ultimo capítulo fala sobre as quatro moléculas básicas dos alimentos. Além de uma bibliografia detalhada, cheia de ótimas referências, o livro ainda traz um apêndice sobre noçoes elementares de química.

Embora seja bem técnico, cheio de tabelas, gráficos e notas de rodapé, e pareça em um primeiro momento uma leitura pesada, tem um texto fluido que prende a atenção. Leitura obrigatória para quem escreve e produz conhecimento relacionado a cozinha e recomendado para quem adora o assunto e quer se aprofundar.

Quer saber mais sobre Harold McGee? Acesse Curious Cook!

Vale o clique

Sabor de Fazenda – Um oásis na cidade

O slogan já diz tudo: é um oásis dentro de São Paulo, localizado em plena Vila Maria, atrás da fábrica da Nadir Figueredo. É lá que compro as mudas de ervas aromáticas orgânicas para o quintal da Matilde. São inúmeras espécies, entre elas o jambú, que tanto encanta aos amig@s que passam por aqui e que ainda não conheciam essa erva danadinha lá do Pará, que adormece a língua e enriquece pratos típicos como o tacacá.

Quem puder fazer uma visita ou um curso de ervas gastronômicas por lá, eu super recomendo. E para aqueles que não têm onde plantar ervinhas, mas gostam do assunto, vale o clique já que o site traz uma lista das ervas disponíveis com informações detalhadas sobre o plantio e utilização de cada uma delas.

Um pequeno guia de ervas aromáticas ao alcance de um clique!

Outras Cozinhas

Viradas do Largo – Tiradentes

É um dos meus restaurantes favoritos. Gosto tanto que sempre saio de Tiradentes com a sensação de que deveria ter ido mais vezes e experimentado mais pratos.

Comida mineira tradicional de primeira linha pelas mãos da Beth Beltrão, que não tem mais onde guardar tanto prêmio que recebe pela excelência da comida que serve. Entre eles, o de melhor restaurante de comida regional pelo Guia Quatro Rodas.

E não é para menos, todas as vezes em que fui ela estava lá, cuidando pessoalmente de cada detalhe, como o abate correto dos frangos caipiras para retirada do sangue que vai virar molho pardo, ou da horta onde planta couve, pimentas e a ora-pro-nobis (o pé que tenho aqui em casa é filhote do dela) que usa na comida.

E é do Viradas a frase “A pressa é inimiga da refeição” que bordei e pendurei aqui na Cozinha da Matilde como aviso aos comensais mais afoitos!

Indo a Tiradentes, reserve algumas refeições para desfrutar no restaurante da Beth.

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Rolê Garfo & Foco – Centro

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Recomendações da Casa

Recomendações da Casa mais tarde esta semana:

Na cabeceira

1001 Comidas para provar antes de morrer – organizado por Frances Case – Ed. Sextante

Confesso que tenho um certo bodinho dessa série 1001… mas paguei língua com esse aqui. Passei batido por ele na livraria e só botei reparo mesmo quando vi na casa da Lara Januário e tive a oportunidade de folhear. Entrou na hora para minha lista de desejos. E qual não foi a minha surpresa quando a querida Glorinha me regalou com um exemplar, adorei!

Na verdade, se trata de um pequeno guia de preparos e ingredientes. Excelente para consultas rápidas, em especial para quem escreve sobre comida e para quem precisa criar pratos e menus. Basta uma folheada para mil idéias aparecerem na cabeça.

Os itens são divididos entre frutas, hortaliças, laticínios e ovos, peixes, carnes, temperos, grãos, pães e doces. As fotos são lindas e eu fiquei especialmente feliz por encontrar ingredientes brazucas puro sangue na lista, principalmente meu amado pequi!

Vale o clique

Diga Maria – blog da Maria Capai

Essa mulher é uma formiguinha trabalhadeira. São receitas e mais receitas executadas e postadas por ela semanalmente. Trabalho consistente, bem feito e muito bonito. Dá gosto de ver.

Tem receita para todos os gostos, de carnes a sobremesas e ainda pitacos sobre vinhos, chás, cervejas, espumantes. Imperdíveis são os vídeos com o passo-a-passo de preparos que a Maria faz, perfeitos para quem não quer perder nenhum detalhe e fica inseguro em apenas ler a receita antes de fazer.

Vale muitos cliques e perder um bocadinho de tempo para passear pelas delícias de Maria!

Outras Cozinhas

Chef Vivi

Rua Girassol, 833 – Vila Madalena

Na ultima quinta feira as queridas amigas Viviane Gonçalves e Poliana Pinto abriram as portas do restaurante Chef Vivi, aqui na Vila. Mais um bom motivo para amar a Vila Madalena!

Para quem não sabe da história, Viviane foi sócia do Restaurante Alameda, em Beijing, China, que por 3 anos consecutivos amealhou prêmios e mais prêmios: melhor restaurante, melhor chef, melhor serviço, entre outros. De lá passou uma temporada em Bristol, UK, onde foi sous chef do badalado restaurante Bocanova, para então voltar ao Brasil e encarar a empreitada de montar um restaurante autoral.

O Chef Vivi reflete toda a paixão e carinho da Vivi pela cozinha, coisa que a gente sente em cada detalhe, desde o ambiente com uma seleção especial de fotografias da Poliana na parede, o serviço gentil e descontraído, até o cardápio que muda todo dia, respeitando os melhores ingredientes disponíveis. Merece destaque ainda a carta de vinhos (organizada pela Poliana) com opções excelentes e nada óbvias.

Tivemos um jantar perfeito. Eu me deliciei com uma salada de folhas verdes, chancliche, romã e grapefruit, seguido de um filé mignon suculento. Marcelo começou com um rolinho vietnamita de legumes e depois partiu para um filé suíno com purê de cabochá e molho de pimenta biquinho. Para encerrar torta de limão!

Muito bem vindo, Chef Vivi!

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